Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/10/2019

A vigente Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê direito à segurança, a saúde e ao bem-estar social, entre todos cidadãos brasileiros, sendo imprescindível sua prática. No entanto, a realidade nacional diverge da teoria, visto que a questão da saúde pública no Brasil, sofre com instabilidades e carências. Portanto, o baixo orçamento destinado à saúde, e a falta de infraestrutura nos hospitais, tornam-se aspectos relevantes na análise da problemática.

Indubitavelmente, a atribuição de capital público, para o Sistema Único de Saúde (SUS), é coercitiva, dado que sua manutenção é assegurada por lei. Porém, dados do site Agência Pública, revelam que o Brasil gasta apenas 3,8% do PIB, com saúde pública, número baixo, em relação aos 6,5% de países desenvolvidos. Isto resulta na carência, e consequentemente, na negligência com a sociedade em dado aspecto, sendo este, fato inadmissível, à maneira que é prejudicial ao povo brasileiro.

Intrinsecamente ligado a falta de orçamento, sua principal consequência, é a restrição da manutenção e infraestrutura nos locais de atendimento. Comprova-se este, dado que diariamente, jornais televisivos mostram hospitais abrigando pacientes em corredores, e relatando a falta de atendimento que ocorre, devido a alta demanda. Dessa forma, evidenciando que a saúde pública perece em solo nacional, sendo medidas necessárias, para a reversão deste quadro social.

Parafraseando, o filósofo francês Voltaire: “Gozai a vossa bela saúde, pois só é jovem quem passa bem”. Urge, destarte, que o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, implemente e reforce o hodierno sistema público de saúde, assim como o financiamento de novos hospitais, tal qual, a ampliação e reestruturação de postos de atendimento, ademais a formação e profissionalização de profissionais do meio. E por fim, visando o comprometimento com a norma que instaura a saúde, como direito à todo cidadão brasileiro.