Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 31/10/2019
No século XIX a coroa portuguesa veio para o Brasil no intuito de fugir das invasões napoleônicas. Desse modo, foi no Período Joanino que foi fundada a primeira escola de medicina do Brasil para atender as necessidades da elite portuguesa. Atualmente, apesar de tratar-se de outro período, o investimento em saúde ainda é voltado para os mais abastados, sendo a ampliação da saúde pública um desafio a ser enfrentado pelos brasileiros. Desse modo, o baixo investimento na área e a concentração de profissionais são problemas a serem superados.
Em primeira análise, deve-se pontuar as mudanças na pirâmide etária ao longo das últimas décadas. O avanço da indústria farmacológica possibilitou a descoberta de fatores imprescindíveis para o aumento da expectativa de vida - como a cura e a prevenção de várias doenças fatais- . Desse modo, o envelhecimento populacional já é um fenômeno que está presente no Brasil e esse é responsável pela urgência de maiores investimentos na saúde, uma vez que o aumento da idade é proporcional à necessidade de atendimento médico. No entanto, não houve empenho governamental na promoção de um SUS (Sistema Único De Saúde) igualitário e eficaz, tendo em vista que segundo a OMS, leva cerca de 6 meses para conseguir uma consulta, fator que compromete a qualidade de vida do paciente.
Em segunda análise, convém frisar que o Artigo VI da Constituição Federal, todos os cidadãos possuem direito à saúde, à educação, à segurança. No entanto, apesar da legislação, não há o pleno acesso à infra estrutura hospitalar qualificada e a profissionais preparados para lidar com a elevada demanda do país. Ainda nessa perspectiva, tem-se a má distribuição de médicos, o que dificulta o atendimento e a realização de exames no interior, considerando que a porcentagem de médicos no Sul e no Sudeste é muito maior. Além disso, muitas vezes, a população dependente do SUS
morre por falta de instrução e equipamentos e não pela seriedade da patologia.
Por tudo isso, ações exequíveis são necessárias para combater este imbróglio. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde, ofereça um selo às e de ‘‘Empresa Parceira da Saúde’’ às empresas que se comprometerem a melhorar a saúde brasileira por meio de doações de equipamentos -como maca, agulhas, material de limpeza e outros- para que os postos de saúde tenham melhores condições estruturais para o atendimento populacional.