Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 29/02/2020

A Constituição Federal Brasileira garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. No entanto, a situação atual da saúde pública brasileira impossibilita que muitas pessoas desfrutem dessa garantia. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à precarização da educação, mas também, à falta de investimentos financeiros.

Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a precarização da educação, já que, segundo o pedagogo Paulo Freire: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Contudo, o sistema educacional, no Brasil, é pouco estruturado. Em consequência disso, uma grande parcela populacional não dispõe de educação ambiental, além de não conhecerem sobre a correta destinação de resíduos. Basta ver os dados do Ministério do Meio Ambiente, em que cerca de 70% da sociedade coleta o lixo de forma incorreta, situação a qual facilita a origem de doenças como a leptospirose. Logo, é crucial maior atenção das Secretarias de Infraestruturas Municipais referente ao saneamento básico, pois os serviços de coleta levam à melhoria da qualidade de vida das pessoas, sobretudo na saúde pública brasileira.

Faz – se mister, ainda, salientar a falta de investimento financeiro como impulsionador do tema. Visto que, conforme o site G1, em 2018, apenas 3,6% do orçamento do Governo Federal foi remetido à saúde, porém a média mundial é de 11,7%. Nesse âmbito, a sociedade é prejudicada com a falta de remédios, além da grande espera para atendimento, os quais demoram meses. À vista disso, tal cenário reflete no retorno de doenças consideradas controladas, por exemplo, o surto de sarampo que aconteceu em 2018 no Brasil. Por isso, é preciso investir mais em saúde pública no país, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), e isso significa alocar mais recursos para o funcionamento dos serviços com qualidade, tal como a melhorias das gestões hospitalares.

Enfim, com o intuito de melhorar a saúde pública brasileira, o Ministério da Saúde deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio de alertas sobre educação ambiental, bem como maior investimento financeiro em hospitais, especialmente para as camadas mais carentes. Isso pode ser feito nas escolas, mediante campanhas educativas que dão orientações quanto aos meios de prevenir doenças, em que alunos e pais serão o público alvo. Por outro lado, há necessidade de maior porcentagem do Produto Interno Bruto brasileiro ser aplicado ao setor de saúde, com intenção de amparar todas as pessoas que precisam desse auxílio. Tudo isso com a finalidade de proporcionar uma vida saudável à sociedade, além de prevenir epidemias em nosso País. Destarte, seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.