Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 08/03/2020
Apesar de haver uma estrutura para assegurar a saúde pública brasileira, como a garantia constitucional no artigo 196, o problema com essa vertente estatal persisti. Ao refletir sobre o assunto, julga ser relevante dizer que as causas para que tal vertente apresente empecilhos, estão relacionados a má distribuição de profissionais formados na área e administração em geral equivocada.
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o sistema único de saúde o SUS, é um dos melhores programas de saúde comparado a outros países, o problema é que a ideia não funciona na realidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal para assistência médica seria uma proporção de 1 médico para cada mil habitante, no Brasil atualmente essa razão atinge 2,11 médicos, mas mal distribuídos concentrados onde existe mais oportunidade de trabalho.
Agravando o caso, existe a má administração geral. O doutor Drauzio Varella mostrou em uma palestra, que o SUS investe R$103 bilhões por ano e atende 75% da população brasileira, os outros 25% da população usam a saúde privada que investe R$90,5 bilhões no mesmo período. A discrepância de valores implica na seleção de melhores profissionais por condições de trabalho mais atrativa e o pior, como esses empreendimentos visam lucro, tendem a se concentrar nas metrópoles onde é mais interessante para seus clientes, ou seja, desigualando essa densidade médica com estados periféricos.
Devido a necessidade de evitar obstáculos que impeçam a eficiência da saúde pública brasileira, é preciso que o poder judiciário intervenha nas atividades do poder executivo e o faça cumprir um direito constitucional do cidadão já previsto, por meio de equilíbrio de contas que atendam sempre uma sociedade local. Também o poder executivo deve iniciar projetos de incentivos para tornar interessante(lucrativo) a migração de empresas privadas para regiões em situações de inferioridade, e com isso realizar parceirias para o atendimento desses estados periféricos.