Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 02/04/2020

O Brasil é um país que conta com o Sistema Único de Saúde para oferecer saúde gratuita para a sua população. Dessa forma, os brasileiros deveriam receber esse suporte de modo amplo e com qualidade, o que nem sempre acontece. Assim sendo, os brasileiros que utilizam esse sistema enfrentam problemas oriundos da falta de investimento público como a superlotação e a baixa oferta de leitos. Além disso, em locais mais remotos do país, a falta de médicos é outro problema que prejudica o devido funcionamento do SUS. Logo, fica evidente a necessidade de rever algumas políticas públicas que direcionam o investimento estatal nesse setor, de modo a garantir o funcionamento do serviço de saúde.

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, o Sistema Único de Saúde perdeu cerca de 10% de seus leitos entre o período de 2010 e 2018. Desse modo, pode-se perceber que as políticas públicas que direcionam os recursos para a saúde são precárias e ineficientes. Por conseguinte, com a redução nos investimentos nesse setor e o crescimento da população brasileira, o SUS começa a apresentar falhas graves em seu funcionamento como a superlotação de hospitais e unidades de pronto atendimento, além da grande fila de espera que os usuários desse serviço público enfrentam.

Por outro lado, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil apresenta uma média de 2,11 médicos a cada mil habitantes, sendo que o mínimo recomendado por essa entidade é 1 a cada mil. Contudo, regiões como o Norte do país apresentam uma taxa  bem menor que a média nacional, principalmente se comparada com localidades como  o Sudeste. Sendo assim, é possível estabelecer um relação entre a concentração de médicos em determinadas regiões como um fator importante para o mau funcionamento do Sistema único de Saúde, que em decorrência dessa situação, pode apresentar hospitais com poucos ou nenhum médico, de modo a prejudicar as atividades da saúde.

Portanto, é preciso que o investimento público na saúde seja revisto e ampliado, a fim de garantir o seu devido funcionamento. Dessa maneira, o Governo Federal deve criar um fundo nacional para a saúde, de modo a reservar uma alta parcela do dinheiro oriundo de impostos, para que esse seja usado para a melhora do sistema público de saúde, de modo ampliar leitos e criar novos hospitais, para que assim o SUS consiga prestar o devido suporte à população. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover um acréscimo salarial proporcional a distância que o médico irá percorrer desde sua residência até o trabalho, de modo a incentivá-lo a se direcionar aos locais mais remotos do país, para que regiões como a Norte do país consigam receber esses profissionais e integrá-los ao SUS.