Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 09/04/2020

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948, é dever do Estado promover saúde, igualitária, para a população. Porém, observa-se as condições das instituições e deduz-se que esse direito não é aplicado com êxito. Nesse sentido, percebe-se que o Brasil é um país problemático na execução de benefício á saúde pública, principalmente, por falta de investimentos, que por conseguinte deixa os indivíduos vulneráveis a epidemias.

Primordialmente, com a Reforma Sanitária e a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), no século XX, o Governo deu um grande avanço na tentativa de “Saúde para todos”. Entretanto, na atualidade, sabe-se que o conjunto público não oferece boa qualidade, no qual hospitais e postos estão sempre lotados e com ausência de material para atendimentos básicos e graves. Nesse contexto, a razão para tais motivos se evidencia pela escassez de investimentos, como comprova uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em que o Brasil gasta um pouco mais de 3 reais, por dia, a cada pessoa, ao ano torna-se cerca de 190 milhões de reais número baixo em relação a outros países como Japão e Alemanha. Assim, não fazendo seu dever de Governo e inviabilizando as necessidades básicas do corpo social.

Ademais, além da obrigatoriedade de prover boa qualidade estrutural e cuidados aos adoentados, cabe também ao Estado prevenir doenças e epidemias. No entanto, no atual capitalismo informacional, no qual a mídia é uma forte ferramenta de transmissão de informações, as Fake News (falsas notícias) percorrem rapidamente. Dentes estas, estão as calunias sobre vacinação, em que grande massa popular acredita que seja verdade como comprova uma pesquisa feita pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização) no qual 7 a cada 10 pessoas acreditam nos elementos falsos, como é o caso daqueles que creem que as vacinas causam efeitos colaterais graves. Desse modo, mergulhando ainda mais para o estado de calamidade pública e fazendo-se imprescindível a intervenção das autoridades.

Em vista dos argumentos expostos e levando em consideração a défice no sistema governamental faz-se necessário, então, que o Governo, juntamente com o Poder Executivo crie projetos que promovam maior investimentos na área de saúde por meio de empréstimos dos países desenvolvidos. E que, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicação crie propagandas explicativas e criativas sobre vacinação por meio das redes sociais. Garantindo assim, uma sociedade informada, igualitária e livre de enfermidades.