Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 20/07/2020
Após a Revolução Industrial ocorrida no século XVIII houve consideráveis diminuição da mortalidade e aumento da expectativa de vida devido aos recursos de manutenção de saúde desenvolvidos. Na atual conjuntura brasileira, o acesso a serviços sanitários se apresenta como um direito do cidadão, todavia a realidade se apresenta controvérsia por não assegurar o cumprimento desses itens. Nesse sentido, cabe analisar como a negligência governamental e a necessidade da população se relacionam no debate sobre a saúde pública no país.
No primeiro momento, vale destacar que por, muitas vezes, não assegurar o funcionamento adequado dos recursos o Estado se apresenta de forma inadimplente. Nesse contexto, a falta de investimento em equipamentos, capacitação profissional e pesquisa científica são formas indiretas de sucatear o processo de atendimento aos pacientes submetidos a longas esperas e baixa qualidade de serviços. Dessa forma, para os brasileiros, o direto natural à vida defendido pelo filósofo John Locke é esvaziado de seu propósito inicial.
Aliado a isso, há uma maioria populacional que tem como única alternativa o suporte estatal para manutenção da saúde. Isso ocorre, principalmente, pela concentração de renda do país, considerada a segunda maior de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano, que impede essas pessoas de acessarem serviços do sistema privado quando o sistema público não as atende. Dessa forma, a comunidade brasileira se vê, novamente, fragilizada sem suporte para as necessidades básicas.
Por conseguinte, cabe ao Poder Público reformar e, posteriormente, reforçar as estratégias de assistência ao cidadão. Essa medida poderia ocorrer inicialmente pelo investimento financeiro em tecnologia, distribuição de verbas adequadas e formações acadêmicas junto a planos de ação que diminuam a desigualdade social a fim de que haja real democratização dos serviços sanitários. Sendo assim, o progresso da nação não seria impedido pelo descumprimento da Carta Magna.