Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 13/04/2020
Em 2018, em suas redes sociais, uma cidadã gaúcha relatou o transtorno que passou ao levar sua mãe a uma consulta médica. Ela relatou a demora na fila de espera pelo atendimento profissional e a precária situação na qual a clínica encontrava-se. Infelizmente, hodiernamente, a precarização da saúde pública brasileira ainda acontece devido, principalmente, à superlotação hospitalar e ao desvio do capital destinado às unidades. Logo, são necessárias ações para reverter esse problema.
Em primeira análise, o verso: “Essa fila tá um caso sério, já tem doente desistindo de ser atendido e pedindo carona pro cemitério”, do cantor Gabriel O Pensador, é associado ao problema atual de superlotação nos postos de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, 64% dos hospitais públicos, em 2019, estavam suportando pacientes além dos seus limites. Porém, devido ao elevado número de pessoas, nem todas conseguem ser atendidas. Portanto, o transpasse do limite dos postos afeta o atendimento aos doentes, o que fere o direito à saúde da população promulgada constitucionalmente.
Outrossim, o pensamento: “Aceitar dinheiro do primeiro que aparece é comprar um senhor e sujeitar-se à servidão.”, do filósofo Sócrates, pode ser associado ao desvio de dinheiro público. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, estabelecimentos de redes não privadas perderam mais de 23 mil leitos, devido à falta de verbas para a manutenção dos equipamentos e para a compra de materiais de limpeza. Por conseguinte, o transvio do capital público para fins pessoais precariza o serviço de bem-estar prestado à comunidade.
Desse modo, ao analisar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve descentralizar as unidades públicas de atendimento nos municípios, para que não haja grande fluxo de habitantes em um mesmo local. Ademais, a população deve exercer seu direito de pressionar os representantes por melhorias nas estruturas hospitalares, a fim de direcionar as verbas públicas aos seus corretos locais de atuação. A partir dessas atitudes, não haverá precariedade da saúde pública.