Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 20/04/2020
No início do século XX, o mundo foi surpreendido por uma doença denominada Gripe Espanhola. Os sistemas de saúde da maior parte dos países não comportavam tal problema, e entraram em colapso. Após um século, o panorama em meio a uma nova pandemia é o mesmo, já que o novo coronavírus evidencia várias barreiras que persistem, principalmente no Brasil. Em vista dessa falta de planejamento, necessita-se de uma reforma para que o sistema esteja preparado para imprevistos e que seja capaz de atender toda a sociedade.
É preciso entender, primeiramente, que o Sistema Único de Saúde (SUS) não garante uma saúde igualitária como é previsto constitucionalmente. Por vários fatores, a saúde nunca foi tratada como prioritária pelas autoridades governamentais, por exemplo, nunca houve um percentual do orçamento público fixo para tal área. Com isso na maioria das vezes o gasto público sempre foi abaixo no necessário para se manter, e muito inferior comparado a outros países emergentes.
Além disso, percebe-se que o sistema de saúde público é muito desvalorizado, e um fator para isso é ele ter que “competir” com um sistema privado altamente lucrativo. Por ser uma área que poucos políticos usufruem - já que usam o sistema privado - não há a noção de sua instabilidade dentro do congresso. Assim, cada vez mais o SUS é deixado de lado, mesmo sendo fundamental para a maior parte dos cidadãos (pessoas as quais geralmente são ignoradas).
Portanto, para uma melhor relação com a saúde são necessários vários investimentos não apenas econômicos, mas também de mentalidade. Para isso, torna-se imprescindível uma reforma por parte do poder legislativo visando um novo projeto de lei, para que haja fixado um percentual do orçamento público destinado à saúde, assim, além de uma avanço estrutural, teríamos uma concepção de igualdade. Afinal, o SUS não deve ser só para quem não pode ter um plano de saúde, ele deve garantir e conseguir comportar um sistema “universal e igualitário” como prevê a lei.