Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/04/2020

O Brasil tem um sistema de saúde igualitário para todos? Num contexto histórico pode-se citar o governo do Presidente Getúlio Vargas que em 1953 teve como um dos seus focos o tratamento de epidemias e endemias, criando assim o Ministério da Saúde, com foco em atender as zonas rurais, já que nas cidades a saúde era um privilégio de quem tinha carteira assinada, continuando com essa pauta de saúde publica em 1988 foi criado o SUS (Sistema Único de Saúde) que tem como objetivo promover uma qualidade de vida saudável a população. No entanto, nota-se que a realidade atual da saúde pública é marcada pela superlotação nos hospitais e pela falta de investimento e melhorias. A importância do sistema de saúde pública é um problema que deve ser tratado com urgência.

A principio vale-se ressaltar a superlotação nos hospitais, a série Sob Pressão evidencia a realidade do SUS tais como: falta de leitos, de profissionais, de matérias cirúrgicos e de proteção individual, ausência de equipamentos especializados. Além disso, o último levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União) expõe que 64% dos hospitais estão superlotados e 36% operam acima de sua capacidade, aumentando as filas de espera e óbitos. Outro ponto que interfere na superlotação é a desigualdade social, a má distribuição dos médicos faz com que em regiões com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo hospitais tenham mais dificuldade para atender a população.

O artigo 5° da Constituição Federal de 1988 diz que “Todos são iguais perante a lei, sem qualquer distinção, garantindo direito a vida, á liberdade, á igualdade”, afirmando assim que o acesso a unidade pública de saúde é direito de todos, no entanto, nota-se um longo tempo de espera para serviços de triagem e realizações de exames, má distribuição de recursos prejudicando a demanda de atendimento e falta de profissionais especializados em áreas de grande procura tais como: geriatria, reumatologia, preventiva e perícia médica. No Brasil segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 75% das pessoas usam o SUS embora a falta de investimento dificulte muito esse acesso, em uma pesquisa realizada pelo TCU afirma que 77% dos estabelecimentos mantêm leitos desativados por falta de equipamentos e 80% dos mesmos faltam médicos e enfermeiros, o que pode causar uma fragilização física e emocional ao individuo devido a falta de humanização frente à necessidade deste.

Portanto, é preciso buscar medidas para a valorização da saúde pública no Brasil. Inicialmente, o Ministério da Saúde junto com as demais esferas deve criar e aprimorar politicas públicas que visem a melhoria da saúde e do bem estar social. Assim como, investir na infraestrutura dos hospitais, compra de equipamentos, ampliação do programa Farmácia Popular e pela contratação de mais médicos e uma melhor distribuição dos mesmos pelas regiões como maior necessidade.