Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social constitui-se pela ausência de conflitos e problemas. Longe das páginas, o contexto sociocultural da Pátria amada é posto em pauta, uma vez que sua saúde, bem maior de qualquer sociedade, é contestada por questões econômicas e de ordem comunitária. Ademais, seja pela construção hierárquica das vozes sociais, seja pelo cunho imperioso do despreparo de hospitais, o bem-estar da nação é questionado.
Observa-se, em primeira instância, o estudo do sociólogo britânico Nick Couldry. Em sua renomada obra “Por que a voz importa?”, Couldry defende que, por muitas vozes não serem ouvidas e, assim, condenadas à inexistência, a efetiva democracia também é anulada. Outrossim, a Constituição Federal de 1988 assegura direitos fundamentais para a sobrevivência de toda a população, todavia, graças ao baixo investimento governamental, inúmeros cidadãos possuem a vitalidade afetada, uma vez que o Sistema Único de Saúde (SUS), não possui o suporte financeiro adequado para o atendimento pertinente. Então, é notório que há a infração constitucional dos direitos básicos, o que simboliza um grande estorvo, categorizando não somente uma segregação de vozes, mas também de classes.
Em segunda instância, os dados levantados são analisados. Consoante ao Tribunal de Contas da União (TCU), 64% dos hospitais estão sempre superlotados. Não obstante, a lacuna deixada pela falta de planejamento é uma forte fomentadora dessa debilidade, já que, caso houvesse um melhor orçamento, seria possibilitada uma melhor estrutura aos ambientes hospitalares para a adequada realização dos atendimentos e procedimentos necessários, tal como uma maior quantidade de recursos essenciais, como medicamentos e materiais de uso cirúrgico. Destarte, a conjuntura deprecia a prestação do serviço público de saúde da forma correta e satisfatória, o que abala o estado saudável grupal, especialmente os dos mais pobres, já que não possuem condições para o pagamento do seguro-saúde particular.
Urge, portanto, a solidificação de políticas públicas que visem o melhor para seus cidadãos. Nesse viés, compete à Receita Federal desenvolver um programa para investir uma maior parcela de impostos em ramificações que são prioridades. Através desse projeto, a qualidade de vida será extremamente importante, e novas verbas chegarão para se construir novos hospitais e investir na infraestrutura dos já existentes. Por