Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 29/04/2020
Formado por médicos, intelectuais e partidos políticos, o Movimento Sanitarista, em 1986, discutia mudanças necessárias para a saúde pública no Brasil. Uma das conquistas do grupo foi a 8ª Conferência Nacional da Saúde, um marco que serviu como base para o reconhecimento do bem-estar como um direito do cidadão e um dever do Estado, segundo Constituição de 1988. No entanto, a saúde pública no Brasil tem enfrentado diversos desafios como o mau gerenciamento de tal forma que faltam leitos, médicos e há uma grande espera para atendimento. Como também, tem carência de investimentos financeiros resultando em encerramento de atividades em muitos hospitais e centros de pesquisa.
A negligência para com o direito público se torna evidente quando a questão é o gerenciamento de estabelecimentos que se destina ao tratamento e à internação de pessoas doentes ou feridas. Agendar consultas com médicos especialistas pode demorar até meses, mesmo para os pacientes que precisam de atendimento imediato. Em outras palavras, o Conselho Federal de Medicina estima que exista 1 médico para cada 470 pessoas.
Assim como há descaso na administração desses estabelecimentos, há também falta de capital destinado à melhoria. Como por exemplo, em 2018, apenas 3,6% do orçamento do governo federal foi destinado à saúde. A média mundial é de 11,7%. Por consequência disso, muitos hospitais e centros de pesquisas estão ameaçados a encerrar suas atividades por conta da falta de investimentos e mão de obra.
Em decorrência desse cenário brasileiro, onde a negligência e o descaso são evidentes nas esferas mais importantes da sociedade, é necessário que haja uma ótica perspicaz do Estado em relação a gestão dos direitos básicos de cada cidadão. Por exemplo, em 2018, o Brasil viveu um surto de casos de sarampo. Para que seja evitado o retorno de doenças consideradas erradicadas, é de extrema importância que os chefes de Estados invistam na contratação de profissionais e estrutura hospitalar.