Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/04/2020
No meio do caminho tinha uma pedra/ Tinha uma pedra no meio do caminho. Os famosos versos do poema de Carlos Drummond de Andrade podem aludir ao contexto de debate que está inserida a saúde no Brasil. Nesse viés, é necessário que desafios econômico e social sejam superados.
O mau gerenciamento de verbas é um dos impasses econômicos. Consoante ao sociólogo Émile Durkheim, a anomia é quando uma sociedade alcança uma fase de ausência de regras. Paralelamente, o Sistema de Saúde Único (SUS), que foi criado em 1988 pela Constituição Federal, enfrenta grandes dificuldades para manter seus princípios de universalização, equidade e integralidade, visto que apesar de receber renda gerada pela venda de serviços, recursos captados através de doações e governamentais, segundo o Portal do G1 Globo, 153 mil mortes por ano são ocasionadas por um péssimo atendimento e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde. Sendo assim, fica nítido que apesar da admissão de capital, não ocorre uma aplicação no bem-estar e lazer dos indivíduos.
A má qualidade de vida é um dos imbróglios do tecido social. Durante a Segunda Guerra Mundial, um episódio que ficou marcado foi o holocausto, o qual milhões de judeus foram exterminados e até o dia de sua morte, esses indivíduos eram abrigados em campos de concentração numa situação precária. Analogamente, milhares de brasileiros enfrentam uma situação muito semelhante com o evento ocorrido na Alemanha, posto que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, cerca de 6,5% dos brasileiros vivem abaixo da pobreza. Nessa óptica, é notório que ainda sobrevive indivíduos com a escassez saneamento básico, e sem uma alimentação e moradia de qualidade, fato que comprova o descaso governamental no cumprimento do ideal proposto pela Constituição.
É evidente, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Saúde (MS) juntamente com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) deve garantir que as verbas investidas no SUS sejam aplicadas e direcionadas, principalmente, para a assistência básica, para que o sistema seja de forma rápida e bem qualificado, facilitando assim o acesso a todos. Outrossim, o Poder Executivo e o Ministério das Cidades têm o encargo de garantir boa qualidade de vida para todos os cidadãos, dessa forma os artigos propostos na Carta Magna serão postos em prática. Somente assim, quando as medidas propostas forem realizadas, a pedra será retirada do caminho.