Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/04/2020

Com a vinda da Família real ao Brasil no ano de 1808, foi fundada a primeira faculdade de medicina no país, colaborando aos avanços na ciência nacional em prol da saúde. Ao passo que, nos dias vigentes, é notório uma deficiência na saúde brasileira dessarte à baixa preocupação governamental de investimento no setor, por consequência, é presente uma carência de recursos no âmbito da saúde debilitando a qualidade de vida dos cidadãos. Sob essa análise, compete aos responsáveis uma preocupação maior ao que diz respeito a saúde, com o fito de expandir o bem-estar populacional.

Da mesma forma, a obra literária “Decameron”, escrita em 1348 por Giovanni Boccaccio, denota contos de fugitivos da peste negra, doença que afligia a cidade da época. As narrações elucidam a evolução do quadro de saúde das vítimas, bem como reações posto a mortes causadas pela bactéria, instalando-se o pânico generalizado igualmente ao ocorrido imposto pelo vírus H1N1, em 2009, assolando a população mundial e descrevendo o quão frágil o ser humano se mostra ao ser pisoteado, quase que imediatamente, por parasitas ressurgidos do acaso, considerando a falta de prevenção antecipada gerando situações de maiores portes quando doenças aparecem. Sob esse ângulo, a obra de Boccaccio ao apresentar fugitivos dos portadores, nota-se o desejo do rápido escape, dando preferência a fuga em momentos de risco, que o combate em época de saúde.

Outra preocupação constante, mostra-se notável no enredo cinematográfico dirigido por Francis Lawrence em 2007, “I Am Legend” onde Robert é o único que sobrevive a uma epidemia a qual transformou humanos em espécies sedentas por sangue. Assim como, no longa metragem houve mudança do ser humano, mesmo que apenas biológica, hodiernamente a cada novo vírus surgido espera-se transformação comportamental humana, para que dessa maneira haja o encerramento de formas maçantes da perda de entes queridos por seres microscópio. Através dessa perspectiva, a inércia aceita e devolvida por cidadãos, caso não seja encerrada dará margem para o início do fim humano, haja vista que o que não caça, é caçado.

Em síntese, medidas são necessárias ao combate do revés, para que a harmonia volte a homogenia padrão. Cabe ao Ministério da Educação o engajamento sem o perigo iminente à espreita, como o atual momento protagonizado pelo COVID-19. É necessário que, a partir do bem-estar coletivo, haja palestras e acima de tudo a certeza da relevância do assunto para o corpo social, a fim de que, quando outras situações inundarem a mente da população, saibam como lidar, visto que o desespero apenas atrapalha o andamento do processo.