Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/04/2020

É inegável que, o líder das paradas de sucesso, o cantor Cazuza assumiu nacionalmente sua batalha contra a AIDS, vírus epidêmico do século XX, que além de vinte e cinco milhões de afetados, assolou o irracional da sociedade, romantizando a ênfase de polêmicas e descartando as medidas para o controle da disseminação. Assim como a época, hodiernamente as epidemias mundiais estão à margem de números de infecção, crescendo a quantidade de assintomáticos imunológicos os quais, pela euforia momentânea, contribuem para o aumento da desinformação. Nessa perspectiva, o avanço de pesquisas vê-se retrógrado, uma vez que a cada passo para o fim anula-se através de falsos boatos, inviabilizando em curto de espaço de tempo vacinação para a doença e cura para mal caratismo.                 Outro fator existente, consultado por Freud, o Caso Dora tornou-se referência inserida na psicanálise no quesito sintomas perdurantes pela histeria. A jovem Dora, apesar de pseudônimo, reprimiu quando criança informações em seu conjunto mental, formulando incessantes tosses e anomalias de saúde, firmando a ideia de que problemas iniciados na mente são capazes de transparecer em forma de possíveis doenças, mesmo não passando do estado psicológico. Diante disso, o corpo social vigente mostra-se ineficiente no combate a falsas noções de saúde, tornando inerte ações de iniciativas individuais e permanecendo no ciclo. Em síntese, quanto mais epidemias surgem no mundo, mais tumulto existirá em prol da requisitada, principalmente em virtude de novos casos os quais garantem a única coisa que aflige a todos, a incerteza futura.                                                                                                       Além disso, o serviço de streaming Netflix, lançou em 2018 o seriado televisivo “The Rain”, abordando um vírus difundido através da chuva na Escandinávia, aniquilando a possibilidade de vida no planeta em questão. O desespero dos habitantes que não aguardavam tamanha brutalidade viral mostra-se representada atualmente com a doença causada pelo vírus COVID-19, que trouxe visibilidade a costumes não praticados enquanto livres e agora obrigatórios, a exemplo da Lei de Murphy constando que “se algo tem a menor probabilidade de dar errado, dará.”, tem-se o viés que a falta dos cuidados básicos uma hora desequilibraria os fatores, só não sabia-se quando. Dado o exposto, a frequência de pandemias irá percorrer mais trilhas ao longo dos séculos, porém em todas elas, por mais vezes que o mundo se reerga, se não houver a colaboração universal, a raça humana tende a entrar para a história.       Levando-se em consideração esses aspectos, o Brasil não deixa de ser vítima no avanço de epidemias e histerias, ainda que se mantenha inerte aos ocorridos, fazendo a displicência ser o golpe do sistema. Cabe ao Ministério da Educação efetivar condições favoráveis do ensino aos cuidados básicos, visto que sem a insistência dos mesmos, epidemias piores que poderiam ser contidas surgirão, eclodindo o mundo mais uma vez.