Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 16/05/2020
De acordo com o músico Chico Buarque, as pessoas têm medo de mudanças, entretanto é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se a necessidade de transformação quando se observa a saúde pública no Brasil. Diante disso, cabe analisar tanto a redução desenfreada da verba destinada à saúde, quanto a má gestão da curta quantia recebida, como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.
Considerando o exposto, convém ressaltar a diminuição vertiginosa e preocupante da parcela de orçamento público destinada ao Sistema Único de Saúde. Nesse contexto, desde a Constituição Federal (CF) de 1988 a saúde passou a ser direito do cidadão e dever do Estado. Desse modo, a garantia de bem-estar social prevista por lei não é observada no Brasil, já que situações de superlotação e falta de equipamentos hospitalares são corriqueiras.
Outrossim, vale salientar que a ineficaz administração do montante recebido pelo setor agrava a situação de crise. À luz dessa ideia, sabe-se que são várias as ocorrências de desvios de dinheiro que deveria ser utilizado para manter e melhorar a infraestrutura dos hospitais. Não há como negar, portanto, que o controle precário da distribuição da verba nacional afeta diretamente o bem-estar dos cidadãos ao ampliar a exclusão social e a desigualdade econômica, ferindo assim a CF.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, o governo, entidade máxima do poder, deve realizar investimentos em atenção primária, como programas de saúde à família e multirões de vacinação. Tal ação pode ser realizada por meio do Ministério da Saúde, a fim de aliviar os gastos com agravamento de doenças que poderiam ser facilmente evitadas. Com tais ações, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.