Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 16/05/2020

A Constituição Federal de 1998 - poder de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assevera à todos o direito de saúde.  Entretanto, nas últimas décadas, a negligência governamental e a corrupção política impedem que parcela da população brasileira usufruam de forma conveniente desse direito internacional. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema de saúde do país, para que os cidadãos sejam atendidos de forma adequada.

Em primeiro plano, o descaso governamental inviabiliza a construção de um sistema de saúde eficaz. A esse respeito, o SUS afirma que qualquer cidadão brasileiro que queira recorrer ao sistema de saúde pública, deve ser atendido. No brasil, por sua vez, essa máxima promulgada pelo SUS, é banalmente contrariada, pois o estado não investe de forma adequada nesse sistema, ocasionando assim, malefícios às centenas de brasileiros que recorrem à esse serviço e não são devidamente atendidos.  Dessa forma é contraditório que, mesmo sendo nação pós-moderna, a dificuldade de  desenvolver a saúde pública seja realidade no Brasil.

Sob esse viés, a  corrupção política representa obstáculo para o desenvolvimento do sistema de saúde pública. Nesse sentido, o autor britânico Richard Barrett, cauciona  que indivíduos desonestos pensam apenas em si próprio, sempre tentando tirar proveito das situações e prejudicando o meio externo. Ocorre que esse  afirmativa do autor britânico é evidenciada na sociedade brasileira, uma vez que políticos desviam  verbas que seriam investidas em artifícios  da saúde - equipamentos hospitalares, profissionais da área, reforma de hospitais - e  utilizam para suas próprias necessidades e desejos, prejudicando assim, muitos brasileiros que necessitam  desses atendimentos.

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas visando reverter o quadro atual. Para acabar com a corrupção e má utilização do dinheiro público, urge que o Supremo Tribunal Federal, por meio de investigações sigilosas e declarações dos políticos sobre o uso do capital público, fiscalize, de forma eficaz, o destino das verbas governamentais e se estão sendo usadas adequadamente. Assim, o dinheiro que antes era corrompido será investido em novos projetos hospitalares, construindo enfim uma sociedade mais saudável e justa, como pressuposto pelas normas da Constituição Federal de 1988.