Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/05/2020
“Assim, em 1990 mais de 70% da receita foi para a saúde, caindo vertiginosamente para os 10,7% já citados em 2010” - MV (sistema de software de gestão de saúde). O excerto acima retrata a negligência governamental na administração dos meios públicos em relação a saúde, onde em meados dos anos 90, o Brasil era visto como exemplo mundial de no ramo medicinal - sendo destacado pela implementação do SUS nesse período.
Todavia, a persistência do Ministério da Saúde no programa não se mostra tão efetiva quanto anteriormente. Com mais de 52 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza, segundo dados propagados pelo IBGE em 2018 - 10,7% do investimento é evidentemente incoerente e ineficaz quando correlacionado ao número de indivíduos sem a possibilidade de recorrer a um hospital particular. Consequentemente, sobrando 89,3% da renda e não sendo convertidas em melhorias públicas nos ramos educacionais ou de segurança.
A partir de que não utiliza-se dos impostos de maneira abrangente, se tornam presentes inúmeras quedas no sistema de saúde, como a falta de fiscalização dos leitos - apontados em 2019, falta de equipamentos e até de lençóis, relatados em Sergipe - e até dos trabalhadores, registrando presença mas não efetuando o atendimento.
Isto posto, deve-se haver o acompanhamento da renda destinada as alas hospitalares públicas pela população, com a implementação do portal da transparência. Logo, o Ministério da Saúde investiria na regularização dos óbices citados anteriormente, diminuindo o desnivelamento futuro em um marco de 20 anos.