Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 28/05/2020
Na série brasileira “Sob Pressão” , onde os dilemas da equipe de emergência de um hospital público, onde superam todos os limites para manter os pacientes vivos em um hospital onde tudo falta. Fora dos limites ficcionais, assim como no seriado, onde o sistema de saúde pública no Brasil é precária. Essa é uma questão muito séria que acontece tanto pela má administração financeira tanto pela falta de médicos.
Inicialmente, é válido ressaltar que a má administração financeira do sistema público é uma calamidade. Isso porque, já não possui muitos recursos financeiros para promover tudo que a saúde de qualidade precisa e a má gestão ainda desperdiça o pouco que tem. Com consequência disso, as taxas de espera crescem. Em 2017, o Estadão apresentou dados que apontam 904 mil pessoas que estão na fila de espera por cirurgia coletiva no SUS; espera chega a 12 anos, demora agrava quadro clínico dos pacientes. Tal situação pode ser ilustrada pela série brasileira “Sob Pressão”, onde a Doutora Carolina, cirurgiã vascular busca a fé, o antídoto contra toda miséria que enfrenta no dia a dia.
Além disso, a falta de médicos, agrava a questão discutida. Isso acontece, muitas vezes, devido a má distribuição dos profissionais pelo Brasil e, em muitas cidades - especialmente do interior - faltam médicos de várias especialidades. Conforme os dados do CFM e do IBGE existe 1 médico para cada 470 habitantes que, por conseguinte faltam leitos, longa espera para marcar a consulta. Prova disso foi o ocorrido no Espírito Santo , onde a paciente está há 11 anos na fila do SUS à espera de cirurgia.
Em face a tais informações, portanto e lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema. Assim, a solução seria cortar investimentos não fundamentais a comunidade. Além disso, de acordo com o artigo 1°, inciso 1, do decreto de lei 201/1969, apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio. Deixando ao poder Judiciário conceder penas mais rígidas aos responsáveis.