Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 06/06/2020

A vida é, por constituição, direito. Se revela nesse frase, que independente da classe imposta ao individuo, é pertencente a cidadania pessoal o livre acesso a condições aceitáveis e favoráveis para o desenvolvimento da vida.O SUS, foi posto como meio de proporcionar condições para que todos os brasileiros tenham livre caminho a saúde pública, a qual atenda todas as necessidades individuais.Entretanto,a falta de recursos destinados a área e a desorganização com os mesmos, que acaba por desperdiçar o pouco capital que possui, gera um ambiente de desigualdade absurda, refletida nas altas taxas de mortalidade em atendimentos por saúde pública se comparadas a dos atendimentos privados, se o direito a vida é universal e imutável, como pode o mesmo variar conforme a condição econômica de cada um?

Em primeira demanda,segundo a OMS, somente 4,5% do PIB é utilizado e, saúde pública.Em contrapartida, a faixa etária que mais aumenta é aquela acima dos 60 anos, que estatisticamente é a que mais apresenta problemas crônicos de saúde, e que sendo geralmente aposentada, não recebe o suficiente para utilizar de um plano médico privado, analisando esses dado é perceptível que o investimento não traz as estruturas necessárias para o mantimento do atendimento básico ao consumidor, acabamos por ter hospitais sem leito suficiente e enormes filas de espera.

Junta-se a esse problemática a desorganização da verba, isso se deve principalmente ao aspecto político presente na nomeação do ministro da saúde por exemplo, em que muitas vezes rege na nomeação, aspectos partidários e não a capacidade de gestão individual,isso acarreta diretamente em autoridades incapacitadas nas funções exercidas, resultando na má administração dos recursos disponibilizados.

É imprescindível que sejam disponibilizados meios de educação para a prevenção de doenças, fazendo dessa forma o envelhecimento saudável de cada individuo, amenizando em grande parte o sobrecarregamento hospitalar,aumentando assim a qualidade do serviço, isso por si só reduziria grande parte dos problemas no atendimento inicial. É preciso que mais recursos sejam investidos na saúde pública, não só em tecnologia mas na capacitação dos médicos,e é necessário desconstruir os aspectos políticos que regem a nomeação dos encabados nas funções de autoridade do sistema, isso seria resolvido ao aumentar as exigências para o pertencimento no cargo, o que resultaria em profissionais mais capacitados em suas posições.