Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/05/2020

O movimento sanitarista que surgiu, entre a década de 70 e 80, foi fundamental para a institucionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Lei 8080 em 1988, por meio da Constituição Federal. Sendo assim, apesar da existência do direito de conceder atendimentos na área da saúde à todos, os desafios enfrentados pela população brasileira, diante do cenário de saúde pública, revela que a falta de equipamentos e máquinas nos hospitais, além da má distribuição de profissionais, no Brasil, são alguns dos problemas que podem ser citados.

A primeira questão que pode ser debatida sobre a saúde pública, no Brasil, é a interferência nos princípios básicos do SUS, integralidade, universalidade e equidade, uma vez que a falta de equipamentos adequados e de máquinas para a realização de exames alteram a integridade do paciente assistido. Dessa maneira, é inegável que a população que depende, diretamente, do SUS para realizar exames de rotinas ou até mesmo de consultas especializadas, encontra demora nos atendimentos, devido apenas, as capitais possuírem o equipamento, como é o caso do Mato Grosso do Sul, e  sua capital, Campo Grande, em relação aos aparelhos de eletrocardiogramas.

Em segundo lugar, observa-se que há certa irregularidade na distribuição de profissionais da área da saúde, como médicos e enfermeiros, no território nacional. Isso porque, existe uma concentração dessa mão-de-obra nos grandes centros localizados no centro-sul do país, justificando a demora e a falta de profissionais especializados nas consultas médicas, principalmente no Norte e Nordeste. Também considera-se que, a baixa valorização do profissional enfermeiro, por exemplo, impede que haja atuação da maioria dos profissionais dessa classe em áreas de risco, como as populações ribeirinhas do Amazonas, apresentando, portanto um desafio que é enfrentado pela população que ali habita.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Saúde, aliado aos governadores, entendam a principal necessidade de cada estado brasileiro, devendo, por meio de relatórios que cruzem os dados entre os exames realizados e uma estimativa de quantas pessoas deveriam ser assistidas. A finalidade dessa ação interventiva é, essencialmente, garantir que toda a população tenha acesso ao SUS com integralidade, universalidade e equidade. Além disso, os governadores estaduais, juntamente com as prefeituras municipais, podem realizar concursos com salários mais atrativos para médicos e enfermeiros, nas regiões que se encontram com menor índice desses profissionais, para que, a classe médica e enfermeira do Brasil sinta-se estimulada a atuar nas áreas de grande risco e de tanta necessidade. O SUS é uma política que, mesmo com todos os seus defeitos, necessita de defesa pela população para continuar existindo.