Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 27/05/2020
Em 1988, foi instalada a Constituição Federal, a qual assegura ao atendimento de qualidade às instituições hospitalares, por conseguinte, o surgimento do SUS – Sistema Único de Saúde. Contudo, a falta de recursos governamentais e de gerenciamento hospitalar faz com que esse atributo fica a mercê de inadequadas condições de saúde.
Evidencia-se, na saúde pública uma infraestrutura escassa, consequentemente, incapaz de atender a demanda da sociedade, em fator da carência de verbas governamentais. Ademais a falta de médicos com qualificação no Brasil é intensa, uma vez que, às péssimas condições de trabalho e a baixa remuneração salarial, passa ser um impasse para a sua resolução.
Em decorrência, os hospitais caracterizam números alarmantes em superlotação nos leitos, que somam aproximadamente 64% em todo país, segundo o Tribunal de Contas da União. Dessa forma, as pessoas que necessitam do Sistema Público de Saúde ficam a mercê de longas filas de espera de um tratamento clínico e especializado. Além disso, muitas vezes casos não tratados podem acarretar em uma variabilidade de doenças transmissoras e epidêmicas.
Portanto, é necessária a ajuda do Ministério da Saúde – MS na infraestrutura e contratação de profissionais capacitados, bem como hospitais qualificados e com boa gestão hospitalar, tanto em regiões metropolitanas quanto em zonas periféricas, por meio de verbas governamentais. Desse modo, é indispensável a união entre os hospitais vizinhos para maior engajamentos sobre transferências de pacientes necessitando de leito, medicamentos e materiais necessários, para que, seja possível a recuperação do enfermo. Outrossim, a fiscalização do Conselho Regional de Medicina para investigar a capacitação do médico a trabalhar em unidades públicas. Com a finalidade de priorizar a saúde e o bem-estar da sociedade.