Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Em 1988, foi promulgada a lei de número 8.080, que cita a saúde como um direito fundamental do ser humano e o dever de fornecer as condições necessárias para seu pleno funcionamento cabe ao Estado, colocando em vigor o Sistema Único de Saúde (SUS), tal qual deveria satisfazer toda a população. No entanto, o sistema apresenta-se falho muitas das vezes, denotando falta de médicos qualificados e um escasso número de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Com isso, a piora dos casos de pacientes necessitados infelizmente torna-se muito comum.

De início, é interessante comentar a má distribuição de médicos pelas regiões brasileiras. De acordo com o Conselho Federal de Medicina(CFM) e o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existe 1 médico para cada 470 habitantes, e nas regiões Norte e Nordeste esse número é muito menor. Ainda assim, é válido destacar que a formação de médicos pode ocorrer de forma despreparada em decorrência da falta de recursos de muitas universidades, ocasionando um tratamento impróprio aos pacientes.

Além disso, segundo dados do CFM, somente 532 dos 5.570 municípios do país recebem leitos de UTI. Muitos doentes necessitam do devido cuidado e precisam de camas qualificadas para atendê-los, porém, a realidade encontrada em hospitais da rede pública no Brasil é obstante. Essa infeliz situação pode levar ao agravamento da saúde dos pacientes ou até mesmo à morte.

Em vista disso é fundamental a melhoria deste cenário, fazendo-se necessária a introdução de medidas que corrijam esses problemas. Por esse motivo, cabe ao governo investir mais na área da saúde, deixando de lado gastos desnecessários em setores supérfluos à sociedade, com a fim de conceder aos hospitais públicos as devidas condições para atender a todos.