Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 28/05/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à vida. No entanto, o Brasil vive uma crise em relação à saúde pública. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à desorganização do refiro setor, mas também, à precarização do serviço público de saúde.

Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a desorganização do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque a população enfrenta diversos problemas ao necessitarem de atendimento, tal como o mau gerenciamento da rede, que acarreta escassez de médicos e filas enormes, principalmente nas áreas distantes dos grandes centros urbanos. Basta ver a pesquisa do site G1, em 2018, a qual exibe a região Nordeste com 1,3 médicos para cada mil habitantes, já a Sudeste com 2,75. Em consequência disso houve 153 mil mortes, nesse mesmo ano, por causa da longa espera por assistência. Logo, é crucial haver uma melhor administração desses serviços, a fim de proporcionar eficiência no SUS, haja vista que a maioria dos brasileiros dependem desse sistema.

Faz–se mister, ainda, salientar a precarização do serviço público de saúde como impulsionadora do tema. Visto que, conforme o site UOL, em 2019, a pouca qualificação técnica de profissionais durante a abordagem às pessoas, muitas vezes, é feita sem empatia. Em virtude disso, muitos pacientes se sentem sem apoio do serviço público. À vista disso, é essencial melhor qualificação no comportamento desses profissionais, pois, em concordância com Carl Rogers, psicólogo estadunidense, “ter empatia significa ter sensibilidade para perceber o sentimento que uma determinada pessoa esteja experimentando naquele momento”. Então, é fundamental não haver instabilidade no modo de tratamento com todos os usuários dos serviços públicos de saúde.

Enfim, com o intuito de melhorar a vida dos brasileiros, o Governo Federal deve promover ações para melhorar a gestão desse setor. Isso pode ser feito por meio de maior aplicação do Produto Interno Bruto no setor de saúde, com intenção de amparar todas as regiões do país, principalmente as mais carentes, tanto com médicos, quanto com hospitais, bem como a criação de mecanismos que possam diminuir filas, com uso da tecnologia, como por exemplo senhas automáticas que auxiliam na triagem. Por outro lado, há necessidade de maior investimento na qualificação dos profissionais da saúde, por intermédio de cursos de requalificação técnica e acompanhamentos psicológicos, com propósito desses servidores contribuírem de forma humanitária durante a recuperação dos pacientes. Tudo isso com finalidade de proporcionar melhor bem-estar àqueles que necessitam, bem como empatia dos agentes de saúde. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.