Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 07/06/2020
No livro best-seller ‘‘A Culpa é das Estrelas’’, os leitores são apresentados á Hazel Grace, uma paciente de cancêr terminal e depressão. Ao longo da trama, percebe-se a qualidade de todo o processo médico exigido para esse tipo de paciente, seja psicologicamente ou físicamente. Fora dos limites ficcionais, a saúde no Brasil aprensenta um quadro deveras desesperançoso, uma vez que é evidente sua clara précariedade, tanto na saúde mental quanto na física. Isso se agrava, principalmente por conta da falta de infraestrutura nos hospitais e a falta de interesse e acessibilidade para tratamento da saúde mental.
Primeiramente, é improrrogável a discussão sobre a ausência de infraestrutura em hospitais. Isso é causado não só pela falta de interesse político em investir em saúde mas também a corruppção quando há tal investimento. Essa falta de Infraestrutura, faz com que médicos tenham desinteresse em trabalhar em hospitais públicos, além de prejudicar os pacientes, fazendo médicos optarem pelo trabalho na rede privada, causando assim, um Sistema Único de Saúde prejudicial a todo o país. Prova disso é que, segundo dados da G1, apenas 22% dos médicos trabalham na unidade pública.
Em segunda análise, é válido destacar a questão da saúde mental, muita das vezes ignorado na discussão sobre saúde pública e até mesmo desconsiderado como ciência. Todo esse preconceito acerca do tema tem origem no suposto ‘’tratamento’’ que era concedido a pessoas com tais transtornos mentais. Eram tratados como escória e havia muita descriminação antes dos estudos mais aprofundados sobre o tema serem realmente iniciados. Infelizmente, essa cultura continua, mesmo que com menor intensidade, ainda nos dias atuais. Consequentemente, muita das vezes não são colocados em pauta com a devida importância, fazendo com que pessoas que sofrem com esses transtornos não busquem ajuda com receio de serem julgadas. Prova disso, é que segundo a Organização Mundial da Saúde,o Brasil é o país com maior índice de ansiedade do mundo.
Em face de tais informações, portanto, é lícito concluir que é preciso recorrer à medidas para amenizar tal cenário. Assim, cabe à mídia, como difusora de informações, evidenciar a importância da saúde mental, atravéz de propagandas sobre o assunto, afim de incentivar os espectadores a buscar ajuda e fazer com que se torne um tema de mais em questão. Paralelamente, cabe ao poder judiciário, por meio da aplicação de leis que garantam o investimento e o acesso na rede de saúde pública, uma vez que elas já existam, afim de que a infraestrutura nos hospitais do Brasil melhore e, para que assim, seja resolvido o impasse.