Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 11/07/2020
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que a saúde pública brasileira apresenta problemas. Esse cenário adverso é fruto tanto da má gestão desse setor quanto da falta de investimentos na área. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que a má gestão da máquina pública, no que tange a Saúde, é o principal promotor do problema. À vista disso, segundo o pensador inglês, Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, todavia isso não ocorre no Brasil, dado que é visível o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), seja pela infraestrutura seja por trâmites burocráticos. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura estatal perante o tema.
Ademais, é imperativo frisar que o escasso investimento é um agravante do problema. Partindo desse princípio, fica perceptível o baixo investimento quando, em 2019, menos de 15% da receita arrecadada pela União foi investida na área da saúde pública. Tendo esses dados em vista, fica evidente o descaso dos órgãos competentes com o sistema público de saúde, o que contribui para o retardamento da resolução desse quadro deletério.
Portanto, é fato que a má gestão e o baixo investimento em saúde pública, são problemas a serem sanados. Destarte, cabe ao governo federal, através do Ministério da Saúde, promover ações como fiscalização do dinheiro público e de manutenção da gestão, o que objetivará um melhor manejo dos recursos e administração. Além disso, cabe ao Estado, por meio do Tribunal de Contas da União, direcionar maior porcentagem de capital à Saúde, para que os gestores tenham maiores recursos para investir na melhoria do SUS e beneficiar o povo. Somente assim, a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.