Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Comente-se que, desde a Constituição Federal, de 1988, torna-se dever do Estado promover uma saúde de qualidade e gratuita aos brasileiros. Entretanto, o não cumprimento desse preceito torna-se evidente, como a instabilidade política, e também a falta de recursos humanos, com isso, sendo maléfico para a sociedade. Nesse viés, convém analisar os principais efeitos dessa problemática.

Primeiramente, é válido destacar que, a crise política brasileira contribui para a instabilidade da saúde pública do país. Dessa forma, uma das medidas tomadas pelo governo, é o corte de gastos com esse setor, assim, diminuindo os serviços prestados por esse departamento. Ademais, outros fatores que colaboram para esse problema, são os casos de corrupção e o mau gerenciamento de valores recebidos, com isso, deixando nítido a visão da incompetência do Sistema Único de Saúde (SUS), e resultando em um atendimento fragilizado e de péssima qualidade.

Além disso, a falta de médicos, causa um grande transtorno na saúde pública. À vista disso, a má distribuição de profissionais dessa área resulta em uma escassez de médicos em muitas cidades, principalmente as do interior. Outrossim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há aproximadamente menos de 20 médicos para cada 10 mil brasileiros, gerando uma falta de vagas para os usuários, e consequentemente uma superlotação no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Heráclito de Éfeso, " Nada é permanente, exceto a mudança." Em suma, é preciso encontrar uma medida para mitigar esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Justiça criar uma lei para que não ocorra os cortes de verbas repassados à saúde, por meio da elaboração de projetos para aumentar a cobertura do atendimento básico. Com o fito de, garantir uma saúde gratuita e de qualidade para a sociedade brasileira, como está prescrito na Constituição Federal, de 1988.