Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 16/06/2020

A Constituição do Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988, em seu artigo 6 é garantindo o direito à saúde para todos os cidadãos brasileiros. Sob esta perspectiva, nota-se a importância de tal prerrogativa, que nos últimos anos não vem se manifestando em boa parcela da sociedade, como na atual situação de sobrecarga do sistema público de saúde. Este cenário ocorre não só pelas discrepâncias sociais, mas também por fatores políticos.

Em primeiro plano, é necessário analisar as desigualdades sociais. Segundo o conceito de Capital Cultural do sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade contemporânea, dividida em classes, tem se  tornado cada vez mais um instrumento de dominação. Os indivíduos de famílias mais abastadas, com maior bagagem de saber, terão mais facilidades sociais. Sob essa ótica, observa-se que as pessoas de classes mais altas exercem uma certa dominação perante as mais baixas, o que inviabiliza o pleno acesso a esse direito.

Em segundo plano, é fulcral pontuar o papel do Governo e de seus ministérios. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVII, o Estado tem como função assegurar a ordem e bem-estar social, entretanto, no país isso acontece de forma muito ínfima. Devido à escassez de políticas públicas para combater a falta de acesso a hospitais, postos de saúde, farmácias públicas. Dessa forma, vê-se o descaso do poder público para asseverar os artigos da Constituição de 1988.

Portanto, é intrínseco a necessidade de medidas governamentais para organizar o acesso de saúde para todos os brasileiros. Cabe ao Ministério de saúde investir em construções de mais hospitais, postos de atendimentos, contratações de mais médicos e profissionais da saúde, isso não só para as cidades, mas também para as zonas rurais, para que esse direito chegue para os moradores dessas localidades, a fim de que a população brasileira tenha uma maior qualidade de vida