Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Violência institucional, falta de medicamentos, profissionais desqualificados e falta de médicos. São alguns dos problemas bastante recorrentes no setor da saúde pública e se tornam a cada dia mais evidente, principalmente visto a crise na saúde decorrente da atual pandemia que o mundo está vivendo. Em análise destes fatores, é possível compreender que a problemática não é recente e que é preciso uma pesquisa mais aprofundada acerca das causas deste emblema, como também soluções eficazes para não prejudicar tanto a população brasileira.
Ao falar sobre as causas que geram uma crise no setor da saúde podemos citar a instabilidade política, casos de corrupção e má gestão da verba recebida. Consequentemente torna a situação deste setor vulnerável e impraticável, e na maioria das vezes, apenas os menos favorecidos são os que mais sofrem com esses erros. Pois não possuem renda para fazer uso de sistemas de saúde privados. Ocasionando revoltas e muitas mortes.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde brasileiro inspirado no National Health Service do Reino Unido e criado pelos constituintes de 1988 no dia 17 de maio de 1988. Segundo Sérgio Piola, coordenador da área de Saúde do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) afirma que não há solução se não houver mais recursos, pois inclusive para a melhoria da gestão, seriam necessários investimentos. Segundo ele, também é preciso investir para que se resolvam as disparidades regionais; a população que depende do SUS nas regiões Sul e Sudeste, recebem muito mais serviços que os moradores do Norte e Nordeste.
E para Gonzalo Vecina, médico e superintendente do Hospital Sírio Libanês, o modelo do SUS é bom e não precisa ser reformulado, é necessário melhorar a gestão administrativa, aumentando a produtividade do sistema. Drauzio Varella destaca que há mudanças importantes a serem feitas em relação à concepção do sistema. Segundo ele, a saúde está focada na doença, mas é preciso focar na prevenção, é preciso agir antes. Uma medicina preventiva reduz as chances de doenças e por consequência, reduz os gastos necessários com tratamento.
Em resumo, faz-se necessário o Ministério da Saúde e Ministério da Cidadania realizar uma forte fiscalização acerca das verbas enviadas para o centros médicos, como também fiscalizar os profissionais e os atendimentos, com pesquisas realizadas com os médicos,enfermeiros e pacientes para avaliar como anda gestão desses centros. Assim é importante um controle acerca desses centros para uma melhor administração e bem-estar da população e segurança dos direitos dos profissionais.