Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. Todavia, na prática, o preceito legal não se cumpre uma vez que esse segmento social enfrenta diversos desafios. Vários fatores fomentam a problemática em questão, dentre eles destacam-se a precariedade do sistema e a falta de humanização no atendimento. Dessa maneira, faz-se necessária uma análise minuciosa da realidade social para desenvolver meios de minimizar a problemática.

Em vista disso, nota-se o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) está entre as causas do problema. Tal situação é reflexo do subfinanciamento - fluxo de capital abaixo do esperado- tão constante no país. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein na obra Cidadão de Papel, no país, as leis são letras mortas, ou seja, não são postas em prática. No contexto de assistência à saúde, o pensamento é legitimado tendo em vista as frequentes notícias de superlotação e a carência de medicamentos e aparelhagem das unidades de atendimento, por exemplo, deixando a população desassistida. Desse modo, verifica-se que a consequência mais grave no segmento da saúde é inclusive a morte. Logo, reverter essa situação é fundamental.

Nessa continuidade, vale ressaltar que o atendimento médico desumanizado potencializa a fragilidade na assistência médica no Brasil. Consoante ao princípio fundamental do Código de Ética Médica, o exercício da medicina não deve ser tratado como comércio, porém parte dos médicos da atualidade vêem os pacientes como números resultando em um atendimento mecanizado e grosseiro. A inferência dessa não observância legal implica erros médicos e a perda da confiança no profissional da área e também a automedicação. Portanto é fundamental recuperar a confiança nesse atendimento médico posto que esteja em jogo o bem mais precioso do individuo, sua saúde.

Torna-se imprescindível superar os desafios que impossibilitam o desfrute da qualidade da Saúde Pública no Brasil. Para isso, é papel do Ministério da Saúde destinar mais verbas através da secretarias estaduais de saúde, proporcionando maiores investimentos nas unidades de atendimento. Isso deve ocorrer para melhorar a estrutura do SUS e, assim, assegurar a cidadania. Outrossim, cabe as Universidades Públicas e Particulares ampliar as disciplinas de cunho humanista nos cursos da área da saúde para um melhor atendimento a população.Destarte, o que foi garantido pela Declaração dos Direitos Humanos será cumprido.