Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 18/06/2020
Criado em 1990, o Sistema Único de Saúde (SUS), tem a função de promover, preservar e garantir a integridade física e mental dos seus usuários. Contudo, é perceptível, atualmente, o sucateamento desse mecanismo e sua desvalorização na comunidade brasileira. Nessa percepção, é notória a dantesca decadência das estruturas de tal instituição, aspecto que representa lamentáveis danos à qualidade de vida da população nacional e corrobora o surgimento de diversos problemas sanitários no país. Assim, é imprescindível a manutenção do modelo de saúde pública na nação.
Nesse viés, é importante ressaltar os problemas enfrentados pela sociedade brasileira em períodos anteriores à consolidação do SUS. Nessa diretriz, o livro “Holocausto brasileiro”, de Daniela Arbex, evidencia, criticamente, a situação “sub-humana” imposta aos pacientes do Hospital Colônia, em Barbacena (MG) – entre 1930 e 1980. Na obra, é explicitada, a partir de depoimentos, a deplorável condição de vida dos internos – “passavam” frio e fome – as quais não tinham a devida observação do Estado brasileiro. Dessa forma, é notável a indispensabilidade do sistema, capaz de promover a saúde pública com a supervisão necessária para o respeito aos direitos humanos.
Além disso, é fundamental destacar os problemas de sanitarização provenientes da falência da praticabilidade dessa ferramenta. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), no documentário “SUS: 30 anos”, a instituição é responsável por controlar e fiscalizar a qualidade de diversos medicamentos e profilaxias, fato que garante – em teoria – a estabilidade e a não proliferação de doenças em larga escala. Com isso, é visível a importância do sistema público, o qual concerne, gratuitamente, as condições sanitárias básicas – saneamento, fármacos, entre outros – para a manutenção da qualidade de vida da população.
Portanto, o SUS é a instituição responsável pela disseminação da saúde integra e gratuita dos seus usuários. Porém, esse mecanismo enfrenta diversos problemas para a sua manutenção, a qual é imprescindível. Por isso, faz-se essencial a atuação do Ministério da Saúde, junto aos diretores dos hospitais, por meio de programas de renovação e investimento financeiro para a reconstrução das estruturas das casas de saúde. Isso acontecerá gradativamente, com a compra e distribuição equitativa de equipamentos, além da modernização dos locais de atendimento – reformas, ampliações e climatizações. Desse modo, a garantia legislativa será mantida e a integridade citada será promovida.