Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 25/06/2020
No início do século XX, o mundo foi surpreendido por uma doença denominada Gripe Espanhola. Os sistemas de saúde da maioria dos países não comportavam tal problema e entrara em colapso. Após um século, o panorama em meio a uma nova pandemia é o esmo, já que o novo coronavírus evidencia várias barreiras que persistem, principalmente no Brasil. Em vista dessa falta de planejamento, necessita-se de uma reforma para que o sistema esteja preparado para imprevistos e que seja capaz de atender toda a sociedade.
É preciso entender, primeiramente, que embora conste na Constituição de 1988, a universalização do Sistema Único de Saúde (SUS) não é colocada em prática, principalmente sua questão em prevenção de doenças. As medidas de precaução de doenças são fundamentais para um maior desenvolvimento humano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada real investido em saneamento básico, economiza-se 4 reais em tratamentos médicos. Percebe-se então a falta de medidas que minimizem o risco de doenças para um melhor bem-estar coletivo e financeiro.
Além disso, é perceptível que a desvalorização do sistema público de saúde está diretamente ligada à “competição” com o sistema privado altamente lucrativo. Por serem de uma camada com maior poder econômico, políticos dificilmente usam os espaços públicos de tratamento, consequentemente, há uma falta de percepção quanto à instabilidade do SUS. Assim, é fundamental um modo onde os investimentos sejam proporcionais à demanda e não ao entendimento das classes mais favorecidas. Portanto, para uma melhor relação com a saúde são necessários vários investimentos não apenas econômicos, mas também de mentalidade. Para isso torna-se imprescindível uma reforma por parte do Poder Legislativo visando um novo projeto de lei, para que haja fixado um percentual do orçamento público destinado à saúde assim, além de um avanço estrutural, haveria uma concepção de igualdade. Afinal, a saúde é um direito primordial e deve garantir e conseguir comportar um sistema “universal e igualitário” como prevê a lei.