Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 28/06/2020

Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padronizava-se pela ausência de problema. No entanto, a realidade retratada no Brasil contemporâneo é distinta daquela imaginada pelo autor, em que os desafios sobre a saúde pública no Brasil dificulta na construção de um país melhor. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da omissão e da desigualdade.

Com efeito, o SUS deveria deveria ser um meio democrático que permitisse a saúde igualitária para todos os cidadãos. No entanto, as discrepância da desigualdade social é acentuada ainda mais. Ademais, os cidadãos de classe social baixa não possuem o mesmo sistema daqueles da rede privada, na qual são muito prejudicados na infraestrutura e no atendimento. Da mesma maneira, em 1346 ocorreu a Peste Negra, os contaminados eram levados para o leprosário, as pessoas não queriam sua melhora apenas que não contagiassem mais ninguém. Tal qual o fato histórico mostra, a classe social com mais recursos financeiros sempre comanda o rumo que as coisas vão e a classe menos favorecida fica a margem da sociedade.

Outrossim, é fato que a omissão estatal frente a propagação de ações efetiva para a organização da condução da verba recebida para a saúde pública colabora para a desordem. Bem como, para o escritor Gilberto Dimenstein, tal fato é transcrito nas ideias de “Cidadãos de Papel”, uma vez que o poder público não garante direitos básicos, como o direito à saúde previsto no artigo 5 da Constituição. Em síntese, isso acontece porque os Governos Federais e Municipais não realizam medidas efetivas para o combate a corrupção do dinheiro público que deveria ser refletido na saúde e não há sensação pior para a sociedade do que ser desamparados pelo Estado.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Desse modo, as escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre a desigualdade, tanto no ambiente doméstico, quanto estudantil, por meio de palestras socioeducativas, por intermédio de psicopedagogos e psicólogos, que falem acerca do sistema público de saúde, com o intuito de desenvolver, desde a infância, o conhecimento de como as classes menos favorecidas no Brasil sempre sofrem. Além disso, o Governo, incumbido pela realização das atividades legislativas, deve assegurar os direitos fundamentais da saúde, mediante o Poder Legislativo, garantindo e aperfeiçoando os projetos de leis que garanta a inclusão de todos, a exemplo da lei 13.146 que garante a inclusão dos deficientes, com o intuito de assegurar melhores condições de serviço com mais vigor e atenção. Dessa forma, o Brasil se aproximará dos pensamentos de More