Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 17/07/2020

O Brasil sofre com muitos desafios na área da saúde pública. Por certo, a sociedade lida diariamente com o mau gerenciamento e a falta de investimentos financeiros nos hospitais e postos de saúde. Como resultado, o sistema está em colapso, na maioria das vezes sendo insuficiente e com pouca qualidade para atender toda a população. De acordo com Conselho Federal de Medicina (CFM), 89% da população brasileira classifica a saúde pública como péssima, ruim ou regular. Sem dúvida, faz-se necessário o estudo das principais causas e consequências da ineficácia nos centros de saúde pública: má administração financeira e a falta ou incapacidade de profissionais.

De acordo com o site Toda Matéria, em  2018, de todo o orçamento federal brasileiro executado (R$ 2,621 trilhões) apenas 4,09% desse orçamento foi destinado para a área da saúde. Ademais, já não há muitos recursos financeiros para prover tudo o que uma saúde de qualidade precisa e a má gestão ainda desperdiça o pouco que tem. Além disso, a falta de investimentos na saúde reflete também no retorno de doenças consideradas erradicadas ou controladas há muito tempo, provocando ainda mais gastos. Logo, para garantir um bom sistema de saúde e um atendimento adequado a todos os brasileiros, é preciso ter mais recursos e verbas vindas das autoridades, para que a saúde pública se torne não um obstáculo mas uma conquista em termos de qualidade e eficiência.

Apesar de hoje termos mais acesso à educação, ainda existem muitos profissionais desqualificados. Aliás, aqueles que se preparam em faculdades que não oferecem o suporte educacional e equipamentos necessários não tem um nível de qualidade e formação garantidos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente 17 médicos para cada 10 mil habitantes no Brasil, enquanto na Europa esse número chega a 33. Isso mostra o quanto o Brasil está despreparado frente às nações desenvolvidas para prestar um atendimento de saúde para a sua população.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter esta situação. Por certo, o governo e o Ministério da Saúde devem investir mais em hospitais e centros de saúde, melhorando seus atendimentos, aumentando seus leitos e reduzindo suas filas. Eventualmente, pode-se propor, por meio de projetos com médicos voluntariados, promover palestras e conferências a profissionais inaptos, assim promovendo à população serviços públicos capacitados. Dessa forma, será capaz garantir um ajuste positivo na saúde pública do Brasil que, de fato, vai atender toda  a sociedade com qualidade e profissionalismo. Somente assim, será possível combater o alto número de mortes causadas pela falta de verbas nos hospitais e o desrespeito ao direito à saúde do cidadão brasileiro.