Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Na década de 30, Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, implantou o Ministério da Saúde, que embora tenha tomado algumas medidas de controle sanitário e investido em alguns hospitais, não foi suficiente para atender as necessidades da população. No contexto atual, a saúde pública brasileira ainda é negligenciada, seja pela falta de estrutura para atender os pacientes ou pela inexistência de saúde básica em algumas regiões do país, sendo assim, necessárias mudanças para resolver a questão.
Em primeiro lugar é importante enfatizar que a falta de leitos é uma das causas da permanência do problema. Em muitos hospitais públicos com o Hospital de Pronto Socorro Dr Mozart Teixeira (HPS) de Juiz de Fora-MG, é normal presenciar pacientes em macas nos corredores, além da longa fila de espera para conseguir atendimento. Dessa maneira, eleva os riscos de complicações desses pacientes e pode levar até ao óbito.
Por conseguinte, destaca-se a escassez de postos de saúde e de especialidades em cidades do interior do país. Um estudo feito pela fundação Oswaldo Cruz concluiu que, nas cidades com menos de 30 mil habitantes, é mais frequente a internação de pessoas por causa de males preveníveis na atenção básica. Conforme o estudo, é perceptível a indiferença do Estado no que se refere a saúde básica de qualidade em pequenos municípios.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado, em colaboração com o Ministério da Saúde financie a criação de novos leitos e de postos de saúde em pequenas cidades através de parcerias com as prefeituras. Nesse sentido, o intuito de tal medida é tornar a saúde pública acessível e de qualidade para todos, e posteriormente, a erradicação do problema. Ação que, iniciada no presente, é capaz de transformar o futuro da saúde pública brasileira.