Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 22/07/2020
De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, o Brasil já passou de 75 mil mortes por coronavírus. Isso, devido à falta de cuidado, orientações, acesso aos sistemas de saúde e conscientização da sociedade. Com isso, percebe-se que se o sistema permanecer com tais problemas, o número de mortes só irá aumentar, visto que, o sistema de saúde encontrasse precário. Consequentemente, faz-se necessário debater sobre a saúde pública no Brasil, levando em consideração, a falta de alguns equipamentos, o tempo de espera até o atendimento e o agendamento de exames médicos, relacionado a desigualdade entre as pessoas que possuem acesso a convênios.
A princípio, antes do século XIX, não existia o Sistema Único de Saúde (SUS) e as pessoas contavam com o apoio de caridades. Um exemplo disso, eram as igrejas católicas que criavam Santas Casas para atender a sociedade. Entretanto, com a criação do SUS, todos os brasileiros passaram a ter acesso ao sistema de saúde. Porém, esse sistema não é muito valorizado por falta de investimento do Estado se comparado aos sistemas privados, em que a agilidade para atendimentos, recursos e qualidade são maiores. Dessa forma, há uma grande desigualdade, pois, o povo que possui renda alta tem acesso a saúde de qualidade ao contrário das pessoas que dependem da rede pública.
Neste viés, o professor João Carlos aponta, “O problema da desigualdade social não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso nas mãos de poucos”. A máxima do autor ajuda a compreender como o nosso sistema é frágil e indiferente com a minoria. Assim como apresentado pela ideia do pensador, na sociedade atual é nítido a má distribuidora do dinheiro público, visto que poucas pessoas têm muitos privilégios, enquanto a maioria vive com o básico. Dessa forma, o meio a qual vivemos se torna exclusivos e limitado, já que é inquestionável a necessidade de um poder aquisitivo para acender no meio social.
Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para que se estabeleça os ideias de João Carlos e haja reversão no sistema de saúde pública no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve oferecer mais médicos capacitados e comprar mais equipamentos por meio de parcerias com grandes empresas, a fim de que tenham mais acesso a saúde e melhor qualidade, a título de exemplo, realizar exames mais rigorosos e complexos. Outrossim, é preciso que o governo retorne com o programa “Mais Médicos”, por meio de acordos com outros países, para conseguir levar o sistema de saúde a locais mais periféricos.