Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 22/07/2020
Hunter “Patch” Adams é um americano que descobriu sua vocação para medicina ao recorrer a uma clínica psiquiátrica após distúrbios pessoais e perceber que queria ajudar pessoas. Entretanto, ao longo de sua trajetória, encontrou falhas preocupantes no sistema de saúde e teve que lutar arduamente contra os desafios existentes, se tornando um ativista famoso. De maneira semelhante, no Brasil, também estão presentes na saúde pública problemas que fazem com que cidadãos não se sintam confiantes para buscar ajuda. Há, dentre outras coisas, o despreparo de alguns profissionais para lidar com pacientes e, também, a evidente má infraestrutura e organização dos hospitais.
Inicialmente, sabe-se que trabalhadores da área devem estar preparados para lidar diretamente com todos os tipos de pessoas. Ainda segundo Patch, a compaixão, envolvimento, empatia e bom humor devem ter tanto valor para o médico quanto os caros medicamentos e avançadas terapias. Contudo, dados do Instituto de Saúde Suplementar divulgados em 2018, tanto em hospitais públicos quanto privados, 148 pacientes morriam por dia devido a erros, imperícias, imprudências e descasos. Isso é algo grave, visto que amparar bem um indivíduo é o requisito principal para uma prestação de serviços, principalmente tratando-se de casos onde há pessoas em situações vulneráveis.
Da mesma forma, é preciso expor problemas de infraestrutura frutos, sobretudo, da corrupção. Pois, ao mesmo tempo que há baixa qualidade nos atendimentos, poucas vagas para internação e falta de equipamentos, políticos viajam e sustentam suas mordomias com dinheiro público. Um exemplo disso é que, em meio a uma pandemia causada pelo Covid-19, houve superfaturação na compra de respiradores. No estado do Rio de Janeiro, verbas foram solicitadas para financiar a peça custando um preço três vezes maior que o de fábrica, sobrando cerca de R$ 36 milhões que foram parar na conta dos envolvidos nesse esquema.
Por conseguinte, diante desses fatos, nota-se que há a urgente necessidade de melhoria no Sistema Único de Saúde do país. Logo, a princípio, cabe aos órgãos responsáveis pela capacitação de profissionais da área, por meio de treinamentos, ensiná-los a como lidar com as situações do cotidiano, a fim de torná-los aptos para um melhor atendimento. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, responsável pela manutenção de problemas relacionados ao assunto, com o intuito de amenizar os inconvenientes, por meio de novos planos, se empenhar em administrar melhor a gestão de seus investimentos e, também, criar novos métodos de assistência e organização para serem implantados em locais de atendimento. Posto isso, será possível fazer com que cidadãos voltem a se sentir seguros para buscar ajuda médica, melhorando sua qualidade de vida.