Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/07/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal a fim de oferecer um acesso à saúde pública para toda a população do país. Com isso, as pessoas que não têm condições de pagar por um convênio particular podem utilizar desse sistema gratuito que, por direito, é garantido a todos. Porém, apesar do exposto, muitos pacientes não recebem assistindo médica devido à espera do atendimento, visto que a demanda do serviço é alta, o que pode resultar, por exemplo, no aumento da mortalidade infantil. Dessa forma, pode-se abranger dois temas para o debate sobre a saúde pública no Brasil, o maior índice de letalidade sem o SUS e a desigualdade do sistema público tendo em comparação, o particular.

A saber, antes da criação do SUS, em 1980, a cada mil crianças, setenta faleciam antes de completarem um ano de vida. Isso, devido a precariedade dos recursos básicos para a sobrevivência, como a carência de suportes hospitalares, qualidade da água, rede de esgoto e desnutrição. Entretanto, após a criação do sistema mencionado, a taxa de mortalidade infantil teve um declínio um tanto considerável, pois as populações em desvantagem, como as regiões do nordeste e do interior, passaram a ter maior acesso à saúde. Sendo assim, nota-se a melhora que esse processo trouxe, apesar de ainda persistir problemáticas que devem ser trabalhadas, a fim de que os pacientes não sofram com a falta de assistência médica.

Além disso, no Brasil também há a existência de empresas privadas, que trabalham com a oferta de planos de assistência clínica com ou sem odontologia, individuais, familiares e coletivos. Para exemplificar, a Unimed é uma das maiores cooperativas que propõem convênios médico-hospitalares, oferendo à população um auxílio melhor e mais rápido, porém pago. No entanto, a maioria da população não possui condições para pagar o valor proposto por essas companhias, o que pode agravar no estado de saúde dos mais necessitados. Portanto, faz-se necessário a melhoria nos dois sistemas, isto é, público e privado, para que haja uma oferta mais acessível e igualitária a todos.

Evidencia-se, portanto, que tais questões sejam resolvidas para que o índice da mortalidade infantil e todas as outras, continuem em declínio. Para isso, o Governo Federal, em conjunto com o SUS, deve oferecer à população um melhor acesso à saúde, por meio de um maior investimento nas comunidades mais pobres, como o retorno do Programa Mais Médicos e a melhoria na administração dos atendimentos com urgência, para que esse recurso seja distribuído a todos, sem distinção. Ademais, as cooperativas particulares devem diminuir a mensalidade dos planos, a fim de que entre no orçamento dos desfavorecidos. Dessa maneira, haverá um avanço na saúde da população brasileira.