Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 28/07/2020
O Movimento da reforma Sanitária, que iniciou no período da ditadura militar brasileira no começo da década de 1970, procurava mudar a realidade do país melhorando a saúde pública, e o bem-estar social. No entanto, depois de cinquenta anos ainda é visível a necessidade de remodelar o mesmo problema. Nessa perspectiva, não há duvidas que a saúde pública é um desafio, devido ao atendimento precário nos postos de saúde e também a dificuldade de encontrar médicos capacitados.
O Sistema Único de Saúde (SUS) têm como principal, o direito de todo cidadão e dever do Estado. Entretanto a realidade vivida por inúmeras famílias é exatamente o oposto, visto que em vários postos não possuem os devidos equipamentos e sucede a falta de higiene, aumentando a chance de contágio de doenças e de mortes. Segundo o balanço feito pelos concelhos regionais e postado em Agência Brasil: o levantamento corresponde a visitas que ocorreram entre 2014 e 2017 a 4.664 unidades de saúde em 81, não havia consultório; em 268, não havia sala de procedimentos/curativos; e 551 não tinham recepção/sala de espera. São números que mostram o despreparo dos órgãos públicos.
Além disso a falta de profissionais capacitados acaba por dificultar o acesso de toda a população à tratamentos e consultas, Agravando doenças que precisam de supervisão constante ou de medicamentos cedidos pelos centros médicos. Segundo a matéria do Soul Medicina: 55,1% dos médicos estão nas metrópoles, onde vive somente 23,8% de toda a população nacional. Ou seja, mais d 3/4 da população espalhada pelo nosso território têm menos da metade dos médicos para consultar.
Com tantas mudanças necessárias é fundamental que o governo distribua o capital de forma justa entre as regiões para que todos tenham acesso aos postos com boa higiene. Ademais cabe aos órgãos de saúde voltar com o projeto “mais médicos” para suprir a falta de profissionais em regiões mais distantes das metrópoles.