Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 27/07/2020
A obra musical “Sem Saúde”, do cantor Gabriel O Pensador, conhecido por suas letras críticas que sempre abordam as temáticas sociais, retrata a situação da saúde pública pelo ponto de vista dos brasileiros dependentes do SUS (Sistema Único de Saúde). Da mesma forma, tal questão é abordada diariamente nos noticiários, sem causar estranhamentos, ou seja, a precariedade da saúde pública foi normalizada através dos meios midiáticos. Assim torna-se fundamental o debate sobre a saúde pública no Brasil , a fim de reformular o modo de pensar e cobrar de forma eficiente os direitos.
Convém ressaltar, a princípio, os agentes de saúde não são os vilões dessa problemática. Quanto a esse fator, deve-se considerar a verba liberada para a saúde, que talvez, seja o grande problema, os profissionais estão cumprindo com o que é proposto, mas com recursos limitados. Além disso, eles são constantemente negligenciados, e de acordo com Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho o número de mortes entre estes é o maior da categoria.
Outrossim, não é correto descartar o outro lado da moeda, de acordo com o IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) em parceria com a Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), cerca de 829 pessoas morrem diariamente em hospitais públicos e privados devido a falhas que poderiam ser evitadas. Ainda de acordo com o IESS em a cada hora seis pessoas morrem devido a erros de diagnósticos ou negligência médica. Nesse viés, além das mortes muitas sequelas vindos de erros podem ser adquiridas das mais diversas formas.
Portanto, faz-se imprescindível ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante os Ministros da Saúde, um plano com o intuito de monitorar e melhorar as condições dos hospitais para que assim sejam evitadas negligencias médicas evitando assim mortes de agentes e pacientes por infecções hospitalares por exemplo. Ademais, é de suma importância que a população, incluindo os profissionais de saúde, cobrem seus direitos trabalhistas por meio de campanhas e até mesmo greves. Dessa maneira, o Brasil poderá mudar a realidade retratada nos dados e na letra de Gabriel.