Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 28/07/2020
Na série “Greys Anatomy”, é retratada a rotina de um hospital em Seattle, o qual dispõe de inúmeros recursos para bem atender aos seus pacientes. Em contrapartida, no Brasil, o sistema de hospitais públicos é defasado e tende à insalubridade, o que pode gerar um certo tipo de caos. Pensando por esse viés e na magnitude que isso representa para a população, é necessário refletir sobre o assunto para aliviar essa mazela social.
Em primeiro lugar, é indubitável que ninguém racional escolheria ficar doente e se submeter a situações desagradáveis. Quando JK desenvolveu seu plano de metas, muito se foi pensado em transporte e energia, entretanto, os investimentos em saúde e educação foram incipientes, o que conduz ao estado lastimável destes ofícios para com a atualidade. Dado que, a grande maioria dos cidadãos que frequentam instituições de serviço público são em geral menos abastados, é nítido que algo não está funcionando corretamente, visto que todos pagam em tese o mesmo valor simbólico de impostos.
Outrossim, quando se realiza uma equação, se é esperado um resultado, e este para essas condutas supracitadas pode não ser muito agradável. À medida que o organismo que deveria disseminar a salubridade se tornou antiquado, insatisfação e descrença geral se acentua em meio ao povo. “Tem gente morrendo na fila do SUS”, a frase se tornou muito popular nos meios de comunicação, e é só um dos exemplos da toxidade e do estado alarmante que o país se encontra nesse quesito. Por muitas vezes, as pessoas pobres não possuem escolha, a não ser a de se submeter ao tempo estipulado pelo governo para receber o devido atendimento, o que pode ser muito prejudicial, tendo em vista que o fator da temporalidade pode ser crucial no momento em que se é discutida a vida humana.
Fica claro, portanto, que medidas são requisitadas para se edificar um mundo melhor. De acordo com o filósofo oriental, Confúcio “Não corrigir nossas falhas, é o mesmo que cometer novos erros.” Destarte, o Estado desenvolverá um programa para investir uma maior parcela de impostos em ramificações que são prioridades. Através desse projeto, a qualidade de vida será importante, e novas verbas chegarão para se construir novos hospitais. Ademais, o Ministério da Saúde, desenvolverá uma campanha de solidariedade, propondo assim que os indivíduos detentores de riquezas as disponibilizem e façam uma ação de caridade ao auxiliar os que não possuem recursos. Essas propostas, deverão ser implementadas de maneira lenta e gradual, semelhantemente ao modo em que ocorre a formação das rochas sedimentares na natureza.