Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 29/07/2020
O sucateamento da Saúde Pública
No filme “Operação Big Hero” da Walt Disney Pictures, é retratado a história de um jovem inventor, qual após a morte deixa ao seu irmão um projeto de robô médico pessoal. O robô chamado de BayMax consegue suprir diversas necessidades para o bem-estar do seu paciente, além de conseguir ser rápido e preciso em sua avaliação. Em contrapartida, atualmente no Brasil, o sistema público de saúde está cada vez mais precarizado. Isso ocorre tanto pela instabilidade econômica na rede pública, quanto pela falta de médicos e medicamentos em regiões mais afastadas dos estados desenvolvidos.
Em primeira análise, torna-se evidente que a maior dificuldade da saúde pública acontece em locais mais apartados dos grandes centros urbanos. De acordo com o IBGE e o CFM existem 1 médico para cada 470 habitantes no Brasil. Porém, em regiões menos desenvolvidas como norte e nordeste, o número chega a respectivamente 1 médico para cada 953,3 e 749,6 brasileiros. Outrossim, grande parte das vezes esse não é qualificado, pois muitas faculdades não oferecem o suporte educacional e equipamentos necessários para sua formação. Logo, é inequívoco que em regiões onde existe uma desigualdade social maior a saúde pública está mais estagnada.
Por conseguinte, outro fator que corrobora é a instabilidade econômica vista em hospitais. Atualmente percebe-se que são inúmeros casos de desvios de verbas, os quais deveriam ser destinados à infraestrutura dos hospitais, à compra de remédios e ao pagamento dos funcionários públicos, consoante ao apontado pela reportagem da revista Veja, em que quase 70% dos desvios de verbas ocorrem na educação e na saúde. Em consequência disso, percebe-se que a qualidade do atendimento aos pacientes está sendo afetada, a prova disso é a existência de casos em que o paciente deixa de ser atendido devido à falta de equipamentos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. É mister que o governo, estimule a ida de médicos para as regiões mais insuladas, por meio de projetos de incentivo profissional, com o intuito de aumentar a concentração de médicos nas localidades defasadas. Ademais, tornar crime hediondo o desvio das verbas destinadas à saúde, por meio da aceitação na Câmara dos deputados os projetos de lei referentes a esse tema. Somente assim podemos continuar progredindo para chegar a altura do robô BayMax.