Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/07/2020
De acordo com o Art. 196, da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, visando à redução dos riscos de doenças e outros agravos, bem como, priorizando o acesso universal e igualitário. No Brasil, apesar da existência do Sistema Único de Saúde (SUS), a forma precária como o mesmo é administrado acarreta consequências ao acesso público de saúde, tais como: a superlotação dos hospitais, longo tempo de espera, a falta de verba para a construção de leitos, entre outros.
No contexto atual o mundo enfrenta a crise pandêmica da covid-19, por consequência afetando, também, o Brasil. Visto que, a doença alcançou grande parte da população brasileira, os hospitais foram acometidos pela superlotação das vítimas e pelo longo tempo de espera, agravando, assim, a crise na saúde pública e, consequentemente, contribuindo para uma maior disseminação de doenças e para um maior impacto na economia.
Convém lembrar que, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) o recomendado são 4 leitos para cada mil nascidos vivos, todavia, no nosso sistema público, esse número é de 1,5. Logo, é devido a má administração das esferas públicas no Brasil e pela falta de verbas, que setores como o de saúde, enfrentam problemas que ocasionam desigualdades no país. Inegavelmente, somada a péssima forma do gerenciamento, a falta de leitos nos hospitais públicos resulta no crescente índices de mortes.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde aprimorar as condições nos hospitais públicos, através da supervisão na distribuição de verbas, na construção de uma maior rede de leitos hospitalares e, também, na adoção de profissionais mais qualificados para a administração e para os cargos de saúde. Com o propósito de melhorar o desenvolvimento da população e do país, como também, a fim de erradicar a superlotação e as consequências decorrentes do mau gerenciamento no país.