Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 04/08/2020
A revolta da vacina foi marcada pela indignação da população com o não cumprimento de seus direitos e o indevido atendimento médico. De maneira análoga, hodiernamente, o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos básicos como a saúde. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de estruturas especializadas no atendimento médico do brasileiro, seja devido ao subfinanciamento e a super lotação dos hospitais.
Convém ressaltar, a principio, que o subfinanciamento da saúde no país é fator determinante para a permanência da problemática. Segundo dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, o Brasil investe menos em saúde do que a média dos países africanos e de outros países da América do Sul. Frente a esse quadro, é notório a falta de recursos e de gerenciamento, o que encadeia a superlotação e a demora no atendimento dos cidadãos.
Além disso, destaca-se que, em meio a esse cenário, a superlotação nas unidades básicas de saúde provoca falhas no atendimento. De acordo com dados do Tribunal de Constas da União, 64 % dos hospitais estão superlotados e apenas 6 % nunca estão cheios. Frente a esse quadro, cresce ainda mais a importância a cerca da discursão acerca do do sistema de saúde pública, alimentado com o dinheiro que sai do bolso do cidadão, mas que, em geral, não trata bem esse integrante da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, a deficiência no sistema de saúde do Brasil. Sendo assim, O Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, através da criação de leis que aumentem a verba destinada à saúde pública, com o objetivo de prepara melhor os especialistas e aumentar a capacidade através da da ampliação dos hospitais. Desse modo, diferentemente do contexto da revolta da vacina, o direito a saúde será garantido.