Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 04/08/2020

A precariedade da saúde pública não pode ser vista no Brasil, hodiernamente,como um mero imbróglio estrutural,mas,sim,como uma anomia de ordem social, frente a fatores constitucionais e,sobretudo, desserviços governamentais.Desse modo, a sociedade vive um caos retrógrado,portanto, é imprescindível a promoção de ações afirmativas a fim de resolver efetivamente tal cenário.

Primordialmente,apesar de a Constituição brasileira assegurar,desde 1988,direitos fundamentais,como a saúde, o atual quadro deficitário nos hospitais,principalmente, públicos contribui para diversas lacunas sociais.Nesse sentido,o sociólogo Émile Durkheim defendia a ideia de que a sociedade é interdependente,pautada no fato social,e esse pensamento evidencia,indubitavelmente,a necessidade de debater alternativas para a saúde pública,de modo a possibilitar um maior bem-estar nos ambientes hospitalares.Ademais,é tácito que a falta de benfeitorias na estruturação da saúde pública,como a priorização de recursos financeiros,por parte do Governo,é a principal responsável pela desinformação da sociedade sobre os meios de prevenção.Por conseguinte,a substancial consequência é o fato de limitar a ascensão social do País,ao contribuir para uma visão ainda mais negativa do atual cenário brasileiro.

Outrossim,é importante explanar o recorrente sobrecarregamento de enfermidades na saúde pública por um viés cultural no qual remete ao período da globalização,quando iniciou a produção em larga escala de alimentos cada vez mais calóricos e menos nutritivo.E,esse fenômeno,além de suscitar doenças crônicas,como hipertensão e diabete,incita as nocivas influências que a mídia exerce nos indivíduos,ao padronizar maus hábitos alimentares proposto pela industria alimentícia.Em suma,vê-se que tal cenário se tornou bastante comum em meio à Nação,caracterizando-se como uma nociva marca de um corpo social pós-moderno,sendo,portanto,fulcral para o entendimento do que foi explanado a obra"Abaporu" de Tarsila do Amaral,na qual se retrata um indivíduo com grandes membros e pequena cabeça,ou seja alienada,podendo ser a representação mais apropriada para uma sociedade que negligencia o debate sobre a saúde pública.Logo,a soma desses fatores promove o surgimento de um contexto caótico,cuja necessidade de intervenção se faz imediata.

Sob esse prisma de arestas conflituosa, é imperioso a promoção de ações afirmativas a fim de solucionar efetivamente a precariedade da saúde pública. Para tanto, o governo, com seu forte poder político, deve promover um maior investimento financeiro em projetos, como reestruturação dos hospitais públicos, por meio de uma maior disponibilização dos impostos arrecadados, com o fito de desenvolver uma saúde pública que auxilie, majoritariamente, o bem-estar do sujeito social.