Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 09/08/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS), foi criado em 1998 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, desde então tem-se tentado democratizar o acesso à saúde no Brasil.No entanto, tal direito constitucional tem sido deturpado e tem gerado diversos debates acerca da saúde pública em território nacional.Esse cenário nefasto ocorre não só pelo retorno de doenças erradicadas, mas também pelo pouco investimento destinado a saúde do país.

Mormente, deve-se salientar que, devido ao retorno de doenças já erradicadas no passado, a situação da saúde brasileira tem se tornado mais crítica com o passar do tempo.Nesse viés, compara-se de maneira análoga tal situação com a “atitude Blasé” do sociólogo Georg Simmel,  que é quando um indivíduo se mantém inerte a uma situação que devia agir.Percebe-se, então, que a problemática brasileira segue o conceito do pensador, visto que, muitas vezes, o corpo social mantém-se parado quando na verdade deveria percorrer um caminho contrário o da problemática.Prova disso são os dados do Ministério da Saúde que registou nos últimos 18 meses 353 casos de febre amarela, com 98 casos de morte.Dessa forma, nota-se que esse problema tem permanecido em território nacional devido ao descuido do Estado em garantir o que é direito de todo cidadão.

Nesse contexto, ressalta-se que adjunto à problemática citada, o baixo investimento destinado à saúde pública, fugindo do que é garantido na Constituição Federal, promulgada em 1988, no artigo 6°. Sob esse prisma, assemelha-se tal ideia ao postulado pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o qual garante que o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.Atenta-se, assim, que o problema persistente vai de encontro com o conselho da teoria de Schopenhauer.Tais indícios são encontrados em dados divulgados pelo ex secretário da Ciência, Tecnologia do Ministério da Saúde, o qual diz que o Brasil tem o menor percentual de investimento público em relação ao PIB do país, são apenas 4,7% em saúde.Dessa maneira, é notório que o baixo investimento na saúde pública problematiza e dificulta o atendimento de boa qualidade no país.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para acesso igualitário e de qualidade no tocante à saúde pública no Brasil.Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Saúde (MS), promover campanhas contra a volta de doenças erradicas no país, mediante contratação de novos Agentes Etiológicos, por que assim é possível haver um controle desses fiscais, a fim de mitigar a questão do descontrole de doenças já erradicas.Cabe também ao MS, desenvolver novos projetos que atendam a todos, por meio da utilização de verbas- pois assim é possível custear os gastos dos mesmos-, com a finalidade de expandir o acesso a saúde no país. Assim, é possível alcançar a máxima do SUS.