Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/08/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à vida. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observam as dificuldades enfrentadas pela saúde pública no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à falta de profissionais de saúde, mas também à precarização dos serviços públicos.     Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a falta de profissionais de saúde. Isso porque não há médicos, enfermeiros e psicólogos suficientes, principalmente para as camadas mais carentes do País. Basta ver a pesquisa do site G1, em 2020, a qual exibe que 60% das famílias da região Nordeste não recebem assistência médica e psicológica. Em consequência disso, inúmeras pessoas são prejudicadas por não ganharem tratamento para enfermidades letais como o Coronavírus e a Depressão, o que contraria a Constituição Federal. Logo, para melhor higidez, é crucial que o Estado destine mais especialistas para o setor público de saúde.

Faz–se mister, ainda, salientar a precarização do serviço público de saúde como impulsionadora do tema. Visto que, conforme o site UOL, em 2020, a pouca qualificação técnica de profissionais durante o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), muitas vezes, é feita sem empatia. Em virtude disso, muitos pacientes se sentem desprotegido por esse convênio. Por isso, é essencial melhor comportamento desses servidores, pois, em concordância com Carl Rogers, psicólogo estadunidense, “ter empatia significa ter sensibilidade para perceber o sentimento que uma determinada pessoa esteja experimentando naquele momento”. Então, é importante haver boa administração do SUS, a fim de acarretar eficiência e qualidade para tal esfera, haja vista que a maioria dos brasileiros dependem dessa ferramenta.

Portanto, com o intuito de mitigar as dificuldades enfrentadas pela saúde pública no Brasil, o Governo Federal deve promover ações para melhorar a gestão desse âmbito. Isso pode ser feito por meio do Ministério da Economia, o qual aplicará maior percentual do Produto Interno Bruto à saúde brasileira, principalmente para as áreas mais desfavorecidas, com a disponibilização de assistência médica e psicológica aos necessitados. Por outro lado, o Ministério da Saúde deve investir na capacitação de médicos, enfermeiros e técnicos, por intermédio de cursos de requalificação, com propósito desses servidores contribuírem de forma mais humanitária durante a recuperação de seus pacientes. Tudo isso com finalidade de proporcionar melhor bem-estar àqueles que carecem, assim como permitir a existência de empatia por parte dos agentes de saúde. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.