Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/08/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a saúde pública no Brasil, atualmente, sucede que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de leitos ou pela ausência de médicos.
É incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do transtorno. De acordo com a constituição de 1988, a saúde é um direito de todo cidadão. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a escassez de leitos rompe essa harmonia, haja em vista que, várias pessoas ficam esperando por horas para ter um simples atendimento; ocorre uma queda na qualidade do atendimento e aumenta o número de mortes do país. Conforme a pesquisa da Data folha, em 2017, o aumento do número de leitos é a terceira providência que o governo deveria tomar para melhorar a saúde pública brasileira.
Outrossim, destaca-se a falta de médicos como impulsionador da adversidade. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que essa ausência é um dos principais problemas do SUS. Segundo dados do CFM (Conselho Federal de Medicina), há apenas um médico para cada 470 brasileiros.
É evidente, portanto, que uma reivindicação da sociedade por uma melhoria no sistema de saúde público brasileiro. Assim, o Governo deve aumentar a expansão do número de leitos, promovendo que todas as pessoas sejam atendidas. Também, o Governo deve voltar com o programa Mais Médicos e disponibilizar mais oportunidades para médicos recém formados, sendo assim, não ocasionando a falta de doutores. Essas propostas permitem o Brasil, a manter o sistema público de saúde em funcionamento e em uma melhor qualidade.