Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/08/2020

A Constituição Federal de 1988 é um marco importante aos cidadãos brasileiros, por garantir liberdades civis e os deveres do Estado. Embora, não seja bem assim, já que o direito a saúde nem sempre é distribuído para toda a população, fazendo questionar sobre os investimentos na saúde publica. Nesse sentido, vale ressaltar que é necessário movimentos sociais para a população concretizar seus direitos, e também providências do Estado.

Em primeiro lugar, é preciso que o indivíduo cobre o que é seu de direito, e não viver sem o acesso a saúde. Assim, a República Velha Brasileira foi marcada por um liberalismo excludente, em que os mais beneficiados eram cidadãos que faziam parte da elite urbana, e as minorias eram ocultadas da sociedade. Outrossim, os movimentos sociais foram de grande importância, em que esses mostravam que a união dos cidadãos pode gerar desconforto no Estado, e que cabe a esse reprimir ou aceitar e cumprir os seus deveres. Dessa maneira, os cidadãos devem buscar seus privilégios.

Ademais, é necessário uma reeducação no sistema de maneira que o Estado olhe mais para todos. Com isso, na obra “Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, é relatado que a pós-modernidade é fortemente voltada para o individualismo, ou seja, o bem-estar comum não é prioridade para uma boa parcela da sociedade. Desse modo, o Estado deve agir pensando em todas as classes econômicas brasileiras, que problemas como infraestrutura e falta de investimentos sejam tratados de forma coerente.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Economia invista em verbas em hospitais do sistema de saúde pública, para não existir pessoas sem condições de serem atendidas, como forma de incluir que os direitos à saúde sejam realizados. Além disso, cabe a mídia incentivar movimentos sociais por parte da população, de modo que o Estado veja que precisa exercer seu papel, a fim de viver em uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, será possível viver em uma sociedade igualitária  e diminuir o egocentrismo relatado por Bauman.