Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 18/08/2020

Com os avanços da Medicina após a Segunda Guerra Mundial, a saúde pública avançou e se tornou uma necessidade no meio social. Sob essa ótica, o debate sobre isso no Brasil vem ganhando notoriedade acerca dos seus persistentes e alarmantes problemas que, mesmo antigos, não foram resolvidos. Nesse cenário, é possível destacar que as problemáticas são: a burocratização e a visão mercadológica que existem sobre a saúde.

Em primeira análise, tem-se que a demora no atendimento diz muito sobre as bases governamentais brasileiras, sendo elas, lentas e ineficazes. Segunda a corrente dos contatualistas, o contrato social foi criado para simplificar a vida humana, porém, no Brasil, as leis são usadas de uma maneira que retarda o progresso da saúde, o que também adia o avanço nacional frente aos países emergentes. Dessa forma, fica evidente que a ineficiência do Estado, quanto as questões abordadas, recai nocivamente sobre os cidadãos que só querem o seu direito e acaba gerando uma situação de abandono e desleixo.

Em segunda análise, pode-se alegar que a monetização e a politização da saúde a tornou parte de um mercado que visa lucro ao invés do bem-estar da população. De acordo com Horkheimer, os princípios do capitalismo são injustos, pois se baseiam nas diferenças sociais e isso se prova ao ver as discrepâncias entre o sistema público - remediador - e o sistema privado - preventivo -. Desse modo, é perceptível que os fins lucrativos se sobressaem em relação ao bem comum, o que evidencia um problema muito mais profundo que deve ser administrado com mais precisão pelo Estado.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Poder Legislativo efetivar leis que diminuam as etapas do acesso à saúde e institua uma maior equidade entre os sistemas citados, por meio de medidas diretas desde a hora de marcar a consulta até aos procedimentos finais e que os investimentos para a saúde venham de apenas um órgão imparcial que não tenha visão lucrativa, como forma de evitar uma possível tragédia com um cidadão e equiparar os investimentos para o público e para o privado. Espera-se, com isso, uma saúde pública mais eficiente nos seus processos e igualitário nas suas medidas.